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The Economist: o Ártico e combustíveis fósseis

Produzido pela revista The Economist, o vídeo acima (em inglês) traz uma entrevista com James Astill, editor de energia e meio ambiente e autor de um relatório especial da revista a respeito do Ártico.

Segundo o jornalista, o Ártico se caracteriza por apresentar vastas extensões de vida selvagem, em parte porque a ocupação humana é pequena e centralizada em aglomerações pontuais.

Ao mesmo tempo, o deslocamento na região é difícil, caro e demanda uma grande quantidade de tempo. Dessa forma, as pessoas conseguem entrar em contato apenas com uma pequena parte do ambiente ártico. Vastas extensões permanecem isoladas.

O jornalista cobriu o grande crescimento do interesse de companhias de petróleo e gás na região. Em especial, de investimentos das maiores empresas privadas internacionais.

O acesso dessas empresas ao que o jornalista denomina de petróleo mais acessível tem sido cada vez menor. Isso porque empresas nacionais, particularmente no Oriente Médio, assumem o controle das reservas dos próprios países.

Como resultado, as empresas privadas internacionais se vêem pressionadas a expandir a fronteira de exploração de petróleo e gás. Uma das novas fronteiras é o Ártico.

Elas enfrentarão, contudo, enormes desafios da exploração. O jornalista ressaltou que extrair combustíveis fósseis em larga escala da região irá exigir investimentos e conhecimento técnico extraordinários e de longo prazo.

O interesse em enfrentar um ambiente tão inóspito diz respeito às estimativas de que 13% das reservas ainda não descobertas de petróleo, e 30% das reservas de gás natural, encontram-se no Ártico.

As incertezas do sucesso da exploração de petróleo e gás no Ártico ainda são imensas, afirmou o jornalista. Mas, segundo ele, o público tende a exagerar os riscos ambientais e de conflitos com a comunidade tradicional da atividade exploratória. Há uma forte regulamentação em vigor.

O problema mais preocupante são os riscos significativos do aquecimento global. Se a exploração de petróleo e gás no Ártico pode trazer benefícios no curo prazo, ela não compensará os impactos do aquecimento em longo prazo.

Fonte: The Economist

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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