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Os solos podem combater o aquecimento global

A capacidade do solo de sequestrar carbono é potencialmente muito maior do que o estimado anteriormente, afirma estudo de cientistas dos Estados Unidos. Através da adoção de um manejo gerenciado, os solos podem mitigar significativamente o aquecimento global.

De acordo com os cientistas, a absorção de carbono pelos solos ocorre por meio de matéria orgânica, como a decomposição de resíduos vegetais e animais. Através da matéria orgânica, os solos podem armazenam mais carbono do que aquele presente nas plantas e na atmosfera combinados.

O estudo sugere que as raízes das plantas são cinco vezes mais propensas do que as folhas a se transformar em matéria orgânica do solo. Foi estimado que cerca de 70% de todo o carbono armazenado nos solos se encontra em terras diretamente afetadas pela agricultura, pastagens ou pelo manejo florestal.

Quase metade do carbono armazenado nos solos mundiais estão concentrados em áreas de turfa e de solos congelados. O valor foi inesperadamente grande, mas se deve ressaltar que esses ecossistemas são relativamente mal mapeados e entendidos. Por outro lado, encontram-se sob um processo de aquecimento mais veloz do que qualquer outro lugar do planeta.

O carbono armazenado nos solos vem sendo perdido ou degradado. Entre os fatores por trás dessa perda está a alteração do uso e ocupação dos solos, desmatamento, agricultura, deposição de nitrogênio ou incêndios. Em curto prazo, a maior ameaça de liberação de grandes quantidade de carbono para a atmosfera está ligada às alterações por qual passam a turfa e os solos congelados.

Mas melhorar o manejo dos solos pode aumentar de forma relevante a quantidade de carbono sequestrada da atmosfera e armazenada. Segundo o estudo, o potencial de absorção de carbono é grande o suficiente para compensar as futuras emissões de carbono pela turfa e pelos solos congelados. Os solos oferecem uma solução à ameaça das mudanças climáticas sem riscos e com grandes benefícios.

Uma das limitações da ciência diz respeito ao conhecimento dos processos biológicos, químicos e físicos que regulam o carbono nos solos. Com isso fica o entendimento e a possibilidade de prever como o ciclo do carbono nos solos responderá às mudanças climáticas. Frente aos cortes promovidos pela administração Trump, os cientistas alertam para a necessidade de financiar o progresso da pesquisa científica sobre o tema.

Fonte: Stanford News
Mais informações: Networking our science to characterize the state, vulnerabilities, and management opportunities of soil organic matter
Imagem: Pixabay

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