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Setor energético deve mitigar os riscos climáticos

A avaliação de riscos climáticos é imprescindível para novos projetos de energia e de infraestrutura. A fim de se adaptar aos impactos futuros do aquecimento global, deve-se identificar e avaliar adequadamente os riscos, alertou artigo do Instituto Internacional de Desenvolvimento Sustentável – IISD, na sigla em inglês.

A IISD é uma organização não governamental com sede no Canadá. Ela desenvolve programas direcionados ao desenvolvimento humano e sustentável, entre eles a implementação de sistemas de energia com menor consumo de combustíveis fósseis.

As mudanças climáticas introduzem tanto oportunidades quanto ameaças para o setor de energia. Entre as oportunidades, estão a demanda crescente por energia limpa, renovável e de baixas emissões. Segundo o artigo, as instituições financeiras também se mostram cada vez mais interessadas em investir nesse tipo de energia.

Por outro lado, impactos poderão ser causados pelo aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos. Entre as possíveis interferências, incluem-se a interrupção do fornecimento, alterações no padrão da demanda ou danificações na infraestrutura.

O sistema energético foi desenvolvido para lidar com situações limite de estresse, levando-se em conta as condições ambientais históricas. Todavia, porque as condições estão em processo de mudança, o planejamento do setor se tornará desatualizado.

Frente às mudanças climáticas, eleva-se a probabilidade de falhas do sistema energético. A consequência pode ser uma insegurança maior de seu funcionamento, a redução da vida útil de plantas e equipamentos, o aumento dos custos operacionais, ou perdas de receita.

O artigo apontou que, para atrair novos investimentos e garantir a integridade dos sistemas energéticos no futuro, os agentes do setor precisam avaliar a vulnerabilidade dos ativos aos riscos climáticos, bem como potenciais efeitos sobre a receita.

Nesse sentido, a identificação e quantificação do risco decorrente das mudanças climáticas tenderá a ser uma parte crítica do processo de gestão do setor energético. Em especial na etapa de planejamento, quando se determina a liquidez de um projeto.

A análise de riscos consiste em uma atividade fundamental para fortalecer a resiliência do setor de energia. Todavia, não basta somente a análise, os riscos identificados deverão ser mitigados.

Para tanto, o artigo sugere um conjunto de estratégias. Do ponto de vista da tecnologia, por meio de intervenções físicas na infraestrutura existente e em seus componentes.

Soluções baseadas em ecossistemas também diminuem riscos e melhoram a resiliência. Através de uma rede de áreas naturais, é possível recuperar ou conservar serviços ecossistêmicos que promovam a mitigação de potenciais impactos das mudanças climáticas.

Outra estratégia abrange adequações operacionais dos sistemas energéticos. Por exemplo, pela relocação de infraestrutura, pela alteração de ações de manutenção ou operação, ou por meio da incorporação de serviços de previsão de tempo.

Finalmente, em termos financeiros, exigirá ajustes nos requerimentos de seguros e em seus instrumentos.

A análise e a mitigação de riscos climáticos, além de uma atividade de adaptação às mudanças climáticas, constitui em fator crucial para a segurança energética no mundo em aquecimento global.

Fonte: IISD
Imagem: Flickr-Agência Brasília/ Tony Winston

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