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Seca recorde na Amazônia

A seca ocorrida na Amazônia entre 2016 e 2017 foi a mais severa já registrada, concluíram cientistas da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. Ela superou as secas ocorridas em 2005 e em 2010, consideradas como eventos com probabilidade de acontecer uma vez a cada 100 anos.

Um dos impactos do aquecimento global será sobre a frequência e severidade das secas. De acordo com o estudo publicado pelos cientistas, modelos climáticos projetam para a região tropical da América do Sul um futuro potencialmente mais quente e seco.

Os cientistas ressaltam que na década entre 2005 e 2016, vários eventos de secas extremas afligiram a América do Sul, particularmente o Brasil. Na bacia amazônica, uma seca de cem anos causou incêndios e emissões recordes de dióxido de carbono – CO2, fazendo com que naquele ano a quantidade de gases de efeito estufa emitidos pela floresta superasse a quantidade que foi sequestrada.

Pouco tempo depois, outra seca de mesmas proporções se abateu sobre a Amazônia em 2010, fazendo com que o saldo de emissões de gases de efeito estufa pela floresta ficasse negativo pela segunda vez. Além de acelerar a emissão de carbono pela floresta, a repetição das secas extremas de 2005 e 2010 em período de tempo tão curto também interferiu na recuperação do ecossistema e dos recursos hídricos, elevou a mortandade de árvores e o risco de incêndios.

Mas as secas não tem se restringido à bacia amazônica, ressaltam os cientistas. O nordeste do Brasil experimentou secas extremas nos anos de 2005, 2007, 2010 e 2012. A última consistiu na seca mais extrema das últimas décadas, promovendo escassez generalizada de água, com interferências sobre o abastecimento, a irrigação e a geração de energia hidrelétrica. O nordeste também foi afetado pela seca extrema de 2016 e 2017.

O video acima (em inglês), produzido pelo ClimaMedia Project, sintetiza os resultados do estudo.

Nota do ciência e clima

A seca de 2016/17 forma uma sequência de três episódios com probabilidade de ocorrência de 1 para cada 100 anos na última década. Considerando outros estudos a respeito da floresta amazônica, bem como a alteração no uso e ocupação do solo, pode-se considerar essa sequência como um grave alerta da vulnerabilidade da região.

Mais informações: Unprecedented drought over tropical South America in 2016: significantly under-predicted by tropical SST
Video: ClimaMedia Project

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