Press "Enter" to skip to content

O risco de eventos extremos aumentou com o aquecimento global

Levantamento da organização não governamental – ONG – Energy and Climate Intelligence Unity mostra que a maioria dos estudos científicos publicados desde o acordo climático de Paris sobre eventos climáticos extremos sugere que o risco está aumentando ao redor do mundo. Isso seria uma das consequências do aquecimento global.

A ONG rastreou os estudos científicos publicados em língua inglesa sobre eventos climáticos extremos e a influência do aquecimento global. O levantamento compreendeu o período entre dezembro de 2015, ano do acordo de Paris, e novembro de 2017. Para identificar os estudos, a ONG consultou cientistas e avaliou as publicações científicas.

Gráfico com a síntese do levantamento dos artigos científicos para cada um dos tipos de eventos climáticos extremos analisados. As barras mostram a ligação do evento com o aquecimento global: influência positiva detectada (primeira barra), nenhuma influência (segunda barra),  influência negativa detectada (terceira barra) e artigos inconclusivos (quarta barra). Fonte: Energy and Climate Intelligence Unity.

Foram identificados um total de 59 artigos científicos cujo foco era a influência do aquecimento global sobre eventos extremos. Desse total, 41 concluíram que aumentaram os riscos de 32 eventos individuais. Os eventos incluíam, entre outros, ondas de calor na Europa, na China e no Japão, secas na Síria e no Tibete, e incêndios nos Estados Unidos e no Canadá.

Outros 4 artigos científicos sugeriram que o aquecimento global havia exercido uma influência benéfica, diminuindo o risco ligado aos eventos extremos analisados. Em 7 ocasiões, os cientista não detectaram qualquer interferência. Os fenômenos com a maior quantidade de análises foram as ondas de calor, as secas e as inundações.

Em geral, a influência detectada pelos estudos se fazia notar através do aumento na frequência, do aumento da intensidade ou duração, ou então de algum impacto particular. Com isso, subia o risco associado aos eventos extremos, variando, de acordo com cada um, de percentagens de um dígito a até 330 vezes.

Uma pequena quantidade de artigos apresentava a quantificação dos custos dos eventos climáticos extremos individuais analisados, tanto em termos de vidas perdidas quanto de danos econômicos. A partir dos dados desses artigos, a ONG indica que a mudanças climática de eventos extremos representou cerca de 4.000 mortes e US$ 8 bilhões de danos adicionais.

As projeções dos modelos climáticos apontam que a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos sofrerá as consequências do aquecimentos. As mudanças deverão ser mais severas em cenários de médias a altas emissões de gases de efeito estufa, nos quais o aquecimento será maior.

As mudanças ocorrerão também, lembra a ONG, de forma diversificada. Regiões geográficas diferentes verão os riscos ligados a eventos extremos se alterar de forma distinta. Mas a ciência do clima trabalha métodos de monitorar essa mudança climática na medida em que ocorrem.

Fonte: Energy and Climate Intelligence Unity
Imagem: Pixabay

Comments are closed.

%d blogueiros gostam disto: