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Retração do gelo marinho na Antártica

Ao contrário do que acontecia no Ártico, onde a extensão de gelo marinho se encontra em declínio, ao redor do continente antárctico a área ocupada por gelo marinho estava aumentando. Essa diferença não era reproduzida apropriadamente pelos modelos climáticos, e alguns estudos foram realizados em busca de uma explicação.

A discrepância entre as divergentes tendências do gelo marinho na Antártica e no Ártico pode ter chegado ao fim. Uma inédita sequência de tempestades no Oceano Sul foi a provável causa do declínio mais acentuado da cobertura de gelo marinho na Antártica já registrado na era de monitoramento de satélites. A retração foi 46% maior do que a média observada.

A redução da área de gelo marinho também foi sem precedentes, sendo 28% maior do que a média, reduzindo-se a um tamanho que ainda não havia sido registrado desde que o monitoramento começou, em 1978.

Combinando imagens de satélite com dados climatológicos, uma equipe de cientistas avaliou essa retração brusca do gelo marinho da Antártica. Segundo o estudo, as tempestades trouxeram do norte ar quente e fortes ventos, causando o derretimento.

Mais informações: Unprecedented springtime retreat of Antarctic sea ice in 2016
Fonte adicional: Phys.org
Foto: Pixabay

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