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Rastreando as emissões de metano

Desde 2006, as concentrações atmosféricas de metano – CH4 -, um potente gás de efeito estufa, estão aumentando. Duas principais fontes haviam sido apontadas como as responsáveis pelo aumento: as emissões da indústria de óleo e gás e os ambientes tropicais úmidos, como, por exemplo, pântanos e plantações de arroz.

Todavia, as estimativas da quantidade de metano emitidas pelas duas fontes, quando somadas às estimativas de outras fontes menores, levavam a concentrações atmosféricas maiores do que as registradas. Não se conseguia ajustar as emissões das fontes com o aumento das concentrações atmosféricas.

Pesquisadores dos Estados Unidos e da Holanda apresentaram uma possível solução para o imbróglio. Eles realizaram um estudo das emissões de metano liberadas pelos incêndios florestais. A área queimada em todo o planeta caiu cerca de 12% entre o ano 2000 e o período entre 2007 e 2014. A hipótese era que, com a redução da área, as emissões de metano por incêndios diminuiria na mesma proporção.

O método se baseou em múltiplas linhas de evidência, como levantamentos por satélite ou observações do uso e ocupação do solo. Os cientistas também analisaram em detalhe os gases da atmosfera. A composição das moléculas de metano oferecem uma pista sobre a fonte emissora. Por exemplo, aquelas com isótopos de carbono pesado são originárias de incêndios. A presença de monóxido de carbono também é um indicador de queimados. A concentração do gás etano, por sua vez, está associada às emissões por queima de combustíveis fósseis.

O estudo mostra que a diminuição das emissões de metano proveniente de queimadas foi quase o dobro do previamente estipulado. Depois de revisar para baixo as emissões originadas por incêndios florestais, a soma de das emissões de metano da indústria de petróleo e gás, dos ambientes tropicais úmidos e das demais fontes ficou de acordo com o aumento das concentrações atmosféricas.

Dessa forma, os cientistas puderam estimar com maior precisão as contribuição das diferentes fontes. Do aumento anual de 25 teragramas desde 2006, foi atribuído 17 teragramas aos combustíveis fósseis e 12 às áreas úmidas e de cultivo de arroz. A contribuição dos incêndios foi reduzida em 4 teragramas por ano.

Fonte: NASA
Imagem: Flickr/ NASA

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