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Potencial de emissões de metano subestimadas

A região de solos congelados do Hemisfério Norte pode emitir uma quantidade bem maior de metano – CH4 – do que o suposto anteriormente. O metano é um gás de efeito estufa cerca de 30 vezes mais potente do que o dióxido de carbono – CO2.

A descoberta foi realizada por estudo de um time de cientistas alemães, suecos e russo. Eles analisaram amostras de aproximadamente 40 mil anos de solos congelados do Ártico. A emissão de metano pelo solo teve início 3 anos após o início dos estudos, cuja duração total foi de 7 anos.

Ao derreter, o material orgânico presente nos solos congelados – como, por exemplo, restos de plantas ou animais – começa a se decompor. No processo, tanto o CO2 quanto o metano podem ser emitidos para a atmosfera. No caso do segundo gás, a emissão ocorrerá somente em condições sem a presença de oxigênio.

Acreditava-se, no entanto, que somente quando estava seco e bem arejado, grandes quantidades de gases de efeito estufa seriam formadas pelos solos. Pesquisas anteriores indicavam que o derretimento dos solos congelados gerava apenas pequenas quantidades de metano.

O estudo mostra que as pesquisas anteriores e suas conclusões se basearam em uma abordagem limitada. Segundo os cientistas, o desenvolvimento de uma comunidade estável de microorganismos produtores de metano é um processo de longo prazo. Esse aspecto fundamental não havia sido apropriadamente levado em consideração.

Como consequência, o potencial de emissões de metano foi significativamente subestimado. Os resultados do estudo sugerem que, as emissões do derretimento de solos congelados é duas vezes maior quando saturados de água e sem oxigênio do que quando secos e oxigenados.

Através de um modelo de computador, os cientistas estimaram a quantidade de gases que os solos congelados do norte da Europa, do norte da Ásia e da América do Norte poderia emitir até 2100 devido ao aquecimento global. Até 2100, 1 gigatonelada de metano e 37 gigatoneladas de CO2 poderiam ser produzidas.

Há muita incerteza quanto às projeções devido a variáveis como a profundidade do derretimento e a disponibilidade de água. Mas os cientistas esperam que o estudo leve à melhorias nos modelos computacionais e em suas projeções.

Fonte: Centro Alemão de Pesquisa em Geociências
Imagem: UHH-CEN-L.Preuss

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