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Os verões não serão mais os mesmos

Os verões estão se tornando mais quentes e úmidos ao redor do planeta, sugere estudo de pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. A alteração seria uma das consequências do aquecimento global, pela qual tanto a temperatura quanto a precipitação aumentam durante o verão.

A fim de investigar atuais alterações nos verões do planeta e potenciais mudanças futuras, o estudo analisou dados históricos remontando a 1901. Combinaram os dados com projeções de cenários futuros, até o ano de 2100, realizadas por modelos climáticos.

Segundo os pesquisadores, registra-se em todo o mundo uma alternância entre anos com verões quentes e úmidos e anos com verões quentes e secos. Mas a mudança climática em curso faz com que em muitas regiões os verões se tornem mais quentes e úmidos. O aumento simultâneo da temperatura e da precipitação leva os climas terrestres a mudarem em uma taxa mais veloz do que o sugerido apenas pelo aumento da temperatura média global.

Pesquisas anteriores, baseadas somente na temperatura, apontavam os trópicos como áreas em que no futuro poderão surgir climas desconhecidos. Contudo, ao combinar a temperatura com a precipitação, o estudo sugere que no futuro o aparecimento de tipos extremos de clima é mais provável em zonas subtropicais e temperadas. Essas zonas incluem o sudeste dos EUA, o centro do Canadá, o norte da Austrália, o sul da África, a Ásia central e o Sahel africano.

Verões mais quentes e úmidos podem trazer impactos inesperados. Favorecerem a disseminação de doenças transmitidas por mosquitos ou interferem em colheitas. Um dos efeitos da mudança pode ser observado nas florestas do oeste da América do Norte, dizem os pesquisadores. Lá, surtos recentes de doenças fúngicas ocorreram quando, em épocas específicas do ano, verificou-se condições mais quentes e úmidas.

A pesquisa sobre como os climas locais irão se alterar deve ter continuidade. Os pesquisadores ressaltam que medidas de adaptação dependem de um entendimento de como o clima no futuro será diferente do atual, ao qual estamos acostumados.

Fonte: Universidade da Colúmbia Britânica
Imagem: Flickr/ Bruna Antunes

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