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O fundo do Pacífico Sul está se aquecendo

A águas das camadas profundas do Oceano Pacífico, originadas da Antártica, estão se aquecendo a uma velocidade três vezes maior do que o registrado na década de 1990. Os resultados foram divulgados pela agência de pesquisa NOAA, dos Estados Unidos.

O aquecimento global representa o aumento da energia acumulada pelo planeta. E a maior parte dessa energia acaba sendo armazenada na forma de calor pelos oceanos. Mas o calor está distribuído de forma desigual, concentrando-se nas camadas superiores das águas.

As camadas mais profundas eram consideradas relativamente mais estáveis, e experimentavam um aquecimento significativamente menor. Mas os dados surpreenderam, indicando que o aquecimento global alcançou essa parte mais remota dos oceanos.

E também que, mesmo nas camadas profundas do Pacífico Sul, o aquecimento se manifesta em uma grande velocidade.

As modificações na quantidade de calor armazenado nos oceanos tem importância para, entre outras coisas, avaliar as implicações para o aumento do nível médio do mar. A expansão térmica das águas é um dos fatores por trás do aumento.

As informações foram levantadas através de pesquisas científicas publicadas recentemente. Elas se basearam em levantamentos da temperatura em navios e por meio de 31 estações de monitoramento da rede Argo.

Distribuída ao redor dos oceanos do mundo, a rede Argo é composta por diversas estações autônomas de monitoramento contínuo do mar. Parte delas, como as utilizadas nos estudos, podem coletar dados a quase seis quilômetros de profundidade.

Os resultados apontaram um aumento na temperatura das águas profundas do Pacífico Sul a uma taxa média de um milésimo de um grau Celsius por ano entre as décadas de 1990 e 2000. A taxa saltou para 2 milésimos de grau por ano entre 2000 e 2010, chegando a 3 milésimos de grau por ano nos últimos quatro anos ou mais.

A cobertura da rede Argos ainda não abrange todas as regiões e áreas dos oceanos. Mas a NOAA planeja expandi-la ano que vem, instalando novas estações em águas internacionais ao longo da costa brasileira.

Fonte: NOAA
Imagem: NOAA

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