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O aumento do nível do mar está se acelerando

O aumento do nível médio do mar não está ocorrendo de forma gradual. De acordo com estudo de cientistas dos Estados Unidos, liderado pela agência espacial NASA, a taxa de aumento tem se acelerado nas últimas décadas.

Uma das consequências do aquecimento global, o aumento do nível do mar ocorre em função de dois fatores. De um lado, o aquecimento provoca a expansão térmica da água dos oceanos. De outro lado, o aquecimento leva ao derretimento de geleiras e calotas polares. A soma dos dois fatores faz com que suba o nível médio do mar.

O estudo se baseou em dados de satélite dos últimos 25 anos, produzidos pela NASA e por diferentes institutos de pesquisa. A rede de monitoramento de satélite forneceu quase meio milhão de indicadores da altura da superfície do mar a cada 10 dias ao longo de todo o período.

Também foram utilizados dados de monitoramento de marés em regiões costeiras. Os cientistas analisaram o conjunto de dados com o auxílio de um modelo climático, de forma a identificar variações originadas de fenômenos naturais, como erupções vulcânicas ou o El Nino, e caracterizar a tendência ao longo dos 25 anos.

Verificou-se que o aumento do nível médio do mar subiu cerca de 2,5 milímetros por ano na década de 1990. O aumento passou para aproximadamente 3,4 milímetros no presente. Segundo os cientistas, a aceleração se deve à maior contribuição da perda de gelo da Groenlândia e da Antártica.

Projeções realizadas anteriormente assumiam que o aumento do nível do mar seria gradual e constante. Estimando que a aceleração detectada nas últimas décadas continuaria até 2100, o estudo considerou que o aumento do nível do mar pode ser o dobro do previsto. O aumento chegaria a até 65 centímetros em 2100, alto o suficiente para causar danos significativos em cidades costeiras ao redor do mundo.

A nova projeção é conservadora, alertaram os cientistas. Isso porque ela pressupões que a taxa de aceleração no futuro se manterá a mesma da observada nos últimos 25 anos. Mas as alterações em curso nas calotas polares sugerem que a taxa de aceleração poderá ser ainda maior.

Produzido pela NASA, o vídeo abaixo (em inglês) traz um resumo do estudo:

Fonte: NASA
Imagem: Unsplash/ Joe Cooke

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