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Novo feedback do efeito estufa

A região do Ártico é a que apresenta as maiores taxas de aquecimento em todo o planeta. O aumento das temperaturas traz consigo um conjunto de interferências no ambiente ártico, e uma delas é o processo de derretimento dos solos congelados da região. Conhecidos em inglês pelo nome permafrost, eles se caracterizam por se manterem constantemente congelados, mesmo durante os verões.

Esses solos são reconhecidos pela ciência como grande reservatório de carbono. O derretimento originado pelo aumento das temperaturas na região tem provocado significativas emissões de carbono para a atmosfera, na forma de CO2.  Estudo publicado no jornal PNAS ressalta que o Ártico dispões também de importante estoque de óxido de nitrogênio – N2O – em seus solos congelados.

O N2O é um gás do efeito estufa cerca de 300 vezes mais potente do que o CO2. Mas até o momento, houve pouco interesse do meio científico em avaliar as implicações do aquecimento global na emissão de N2O pelos solos congelados do Ártico. Os pesquisadores identificaram condições sob as quais os solos da região passam a emitir o gás em níveis comparáveis aos das florestais tropicais, a maior fonte natural de N2O.

A partir daí, o estudo identificou que aproximadamente um quarto da região ártica apresenta as condições favoráveis para que os solos, uma vez derretidos pelo aumento das temperaturas, passe a constituir uma fonte do gás de efeito estufa. Com isso, o estudo apresenta um novo feedback positivo para o aquecimento global.

O estudo pode ser acessado clicando aqui (doi: 10.1073/pnas.1702902114).

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