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Nos últimos 3 anos, impactos sobre os corais foram excepcionais

Os recifes de coral constituem pontos de alta biodiversidade marinha na região dos trópicos. Mas eles estão sofrendo os efeitos do aquecimento global. Nos últimos três anos, ondas de calor oceânico sem precedentes provocaram o branqueamento e a morte de corais ao redor do mundo, informa relatório da Sociedade Americana de Meteorologia.

Com uma expressiva diversidade de fauna e de flora em uma área relativamente pequena, os corais apresentam grande valor biológico. Além disso, eles constituem a fonte de alimento para milhões de pessoas e protegem a zona costeira contra tempestades e ondas.

Os ecossistemas de coral sofrem a interferência da poluição e da sobrepesca. O aumento da temperatura da água devido ao aquecimento global vem se somar a esses fatores, tornando os recifes ainda mais ameaçados.

Infográfico ilustra o processo de branqueamento. Fonte: adaptado de NOAA.

As altas temperaturas causam estresse térmico. Os corais vivem em simbiose com algas alojadas no interior de suas estruturas calcárias. Em eventos de estresse térmico, as algas são expelidas, e os corais perdem suar cores, ficando brancos. Se o evento for longo e severo, o branqueamento pode trazer doenças e fome.

Historicamente, o branqueamento de coral em escala global ocorre durante anos de El Niño. Todavia, de acordo com o relatório, a onda de calor de 36 meses, entre 2014 e 2017, e o branqueamento global constituíram uma exceção, porque não estiveram inteiramente devido ao El Niño.

Os últimos três anos bateram recordes negativos. Foi a primeira vez que diversos recifes de coral experimentaram um evento de branqueamento em dois anos consecutivos. Em algumas regiões, como no Havaí, ocorreu o pior branqueamento já registrado.

Nos recifes de algumas ilhas do Pacífico, a mortandade atingiu mais de 98% dos corais. Na Grande Barreira de Corais, localizada na Austrália, pontos que nunca haviam antes passado por um evento semelhante, perderam quase 30% dos corais em função do estresse térmico.

Mais de 75% dos recifes tropicais do planeta experimentaram branqueamento entre 2017 e 2017. Mais da metade da área total dos recifes foram afetadas pelo menos duas vezes nesse período. Em quase 30% deles, verificou-se a mortandade dos corais.

Eventos de branqueamento de recifes de coral ocorriam uma vez a cada 25-30 anos na década de 1980. No presente, os eventos se dão uma vez a cada seis anos. O relatório indicou que essa frequência poderá se tornar ainda maior, fazendo com que os recifes não consigam se recuperar.

As consequência para os ecossistemas marinhos e as atividades humanas deles dependentes poderão ser graves.

Fonte: NOAA
Imagem: Unsplash/ Francisco Jesús Navarro Hernández

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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