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Negacionistas da anglosfera

Produzida pela rede de televisão Aljazeera, a reportagem acima (em inglês) aborda o negacionismo do aquecimento global e das mudanças climáticas. Os negacionistas são grupos e indivíduos que propagam idéias que vão de encontro às evidências científicas.

Apesar disso, em países de língua inglesa – também chamados de anglosfera -, como a Austrália, os Estados Unidos e o Reino Unido, os negacionistas conseguem ocupar um grande espaço junto aos veículos de comunicação.

Uma pesquisa de mais de 3.000 artigos identificou que 80% daqueles que continham conteúdo negacionista eram dos EUA e do Reino Unido. Isso cria, especialmente nos EUA, uma contradição: o país é a sede de várias das principais instituições científicas sobre as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, apresenta um dos graus mais agudos de negacionismo.

Entre as razões, a reportagem cita a influência das grandes corporações de comunicação. Um dos exemplos seria o conjunto de empresas do império de Rupert Murdoch, que inclui, entre outros, a rede de televisão Fox News, o jornal Wall Street Journal, o jornal London Times, o jornal Australian e a rede de televisão Sky News Austrália.

Todos esses veículos de comunicação abrem espaço e favorecem o ponto de vista dos negacionistas. Por trás dessa postura, estaria o interesse na indústria ligada aos combustíveis fósseis.

Mesmo empresas estatais de comunicação, como a BBC, do Reino Unido, foram duramente criticadas por amplificar as visões marginais apresentadas por negacionistas, em detrimento do ponto de vista da comunidade científica.

O resultado final foi manipular a opinião pública dos países da anglofesra, espalhando a noção de que a ciência do clima tem o mesmo peso e significância que o negacionismo. Até o momento, a estratégia tem dado certo. 

Fonte: Aljazeera

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