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Não vai faltar sal

Uma atividade econômica fortemente ligada a fatores meteorológicos é a produção de sal marinho. Para que ocorra a cristalização de sal a partir da evaporação, é preciso reunir condições favoráveis de radiação solar, temperatura e velocidade do vento. Ao mesmo tempo, a umidade relativa do ar deve ser baixa e a quantidade de chuva, pequena.

No Brasil, essas condições meteorológicas são encontradas no litoral do Rio Grande do Norte, estado que responde por mais de 95% da produção de sal marinho no país. A indústria emprega aproximadamente 15.000 pessoas e representa cerca de 25% do volume total exportado pelo estado.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte decidiram avaliar os possíveis impactos das mudanças climáticas sobre a produção de sal marinho. Eles consideraram os cenários do clima futuro propostos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, sigla em inglês. A caracterização da produção atual de sal marinho se baseou em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

Para realizar a análise, os pesquisadores desenvolveram um modelo estatístico, a fim de calcular o impacto da alteração de cada uma das variáveis climáticas sobre o volume produzido de sal marinho, nos períodos de 2020 a 2100. Para os quatro cenários propostos pelo IPCC, o estudo sugere que as condições meteorológicas futuras favorecerão a indústria do sal, aumentado-se os volumes produzidos.

Nota do ciência e clima:
Projeções a respeito do futuro são dependentes dos modelos e cenários utilizados. O estudo oferece uma primeira e importante avaliação, mas que deve ser discutida e continuada.

Mais informações: Impactos econômicos das mudanças climáticas sobre a indústria de sal marinho na principal região produtora do Brasil
Foto: sal marinho, Pixabay

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