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Migrar ou se adaptar para fugir da extinção

Ao longo da história do planeta, as mudanças climáticas levaram as plantas e animais a se adaptarem ou a migrarem, identificou estudo de um grupo internacional de cientistas. As espécies que não tiveram sucesso em uma dessas alternativas enfrentou o risco de extinção.

O sistema climático está se alterando devido ao aquecimento global. Em consequência, os ecossistemas terrestres também atravessam mudanças, com desdobramentos para a biodiversidade. Por exemplo, a fenologia de plantas e de animais se adequa às novas condições climáticas, com impactos sobre as espécies.

A brotação das folhas e a floração das árvores se antecipa devido ao aumento das temperaturas. A colheita de uvas para produção de vinho começa cada vez mais cedo. Pássaros precisam ajustar o ciclo de vida, como o período de reprodução, frente a um clima em mudança.

A fim de explorar os impactos futuros do aquecimento global sobre a biodiversidade do planeta, os cientistas investigaram o passado. Utilizando fósseis e outros registros paleológicos,, eles analisaram uma grande quantidade de eventos climáticos ocorridos no planeta durante os últimos milhões de anos.

Dessa forma, o estudo pôde identificar como as mudanças climáticas de diferentes magnitudes e rapidez influenciou a biodiversidade.

Anteriormente, supunha-se que a principal resposta das espécies à alterações climáticas seria a migração. Mas o estudo mostrou que a adaptação local às novas condições exerceu um papel fundamental no passado. As espécies tiveram sucesso e sobreviveram porque se adaptaram às mudanças.

Mas a adaptação local esteve associada a mudanças que se realizaram lentamente em um longo período de tempo. Isso porque era preciso que toda a população de uma espécie mudasse seu comportamento ou a forma do corpo em resposta às novas condições ambientais, o que leva tempo.

Portanto, além da migração, no passado a fauna e a flora evitou a extinção também por meio da adaptação.

O problema é que as mudanças climáticas atualmente em curso, provocadas pelas atividades humanas, apresentam magnitudes e taxas de mudança excepcionalmente raras no passado terrestre. Assim, a questão será compreender se a capacidade de adaptação das espécies corresponderá às mudanças atuais e futuras.

Fonte: Universidade de Copenhagen
Imagem: Unsplash/ Ariana Prestes

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