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Meta do acordo de Paris não é realista

A breve palestra do cientista Glen Peters, do centro de pesquisa CICERO, aborda se a meta de limitar o aquecimento global a menos do que 2°C acima dos níveis pré-industriais é realista. 

De um lado, caso as taxas anuais de emissões de gases de efeito estufa se mantiverem inalteradas, os cenários dos modelos climáticos apontam que o aquecimento pode chegar a 5°C.

De outro lado, com a implementação de medidas ambiciosas de mitigação, uma revolução no sistema energético mundial e o desenvolvimento em larga escala de tecnologias de sequestro e captura de carbono, os modelos climáticos projetam que o aquecimento pode ser limitado a 2°C.

O problema é que, segundo o cientista, as três as suposições em que se baseiam os cenários de 2°C são muito pouco viáveis. A partir dos avanços realizados nos últimos anos, não se vislumbra que no futuro próximo políticas climáticas entrarão em vigor.

O sistema energético mundial continua pautado na exploração e uso de combustíveis fósseis, sem sinais de uma revolução que o descarbonize por completo. E tecnologias em larga escala de sequestro e captura de carbono continuam somente uma idéia no papel.

É possível alcançar a meta de 2°C? Somente nos modelos climáticos.

O cientista recomenda um estudo mais detalhado dos impactos de cenários de aquecimento mediano. Seria a melhor forma dos países se prepararem para as futuras consequências.

Fonte: Cicero

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