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Limites de investimento das companhias de petróleo

Neste mês de junho, a ONG Carbon Tracker Initiative publicou relatório avaliando individualmente um conjunto de 69 das maiores companhias mundiais produtoras de petróleo. O objetivo foi identificar se os investimentos previstos em aumento da produção até o ano de 2025 se adequam ao limite à extração de combustíveis fósseis relacionado à meta de limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius. Ressalte-se que o Acordo de Paris estabeleceu a meta de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

A fim de realizar a avaliação do impacto dos limites individualmente em cada companhia, a ONG desenvolveu uma metodologia própria. As diferentes fontes de combustíveis fósseis foram separadas levando-se em consideração os mercados regionais, os tipos de usos, e os diversos graus de intensidade na emissão de gases de efeito estufa. Para cada mercado e fonte de combustível fóssil, as opções de oferta existentes foram ordenadas de acordo com os custos de extração e de acordo com o cenário de demanda futura.

O relatório sugere que aproximadamente um terço dos investimentos previstos até 2025 não é compatível com a meta de limitar o aquecimento global em 2⁰C. O valor total dos investimentos é da ordem de $2,3 trilhões de dólares (a imagem acima, retirada do relatório, mostra a diferença entre a linha vermelha e a linha tracejada). Das grandes companhias internacionais de petróleo, o relatório classifica a Exxon como a mais exposta à limitação do uso de combustíveis fósseis, o que poderia inviabilizar entre 40% a 50% de seus investimentos previstos. Os números são em média entre 30% e 40% para Shell, Chevron, Total e Eni, entre 20% e 30% para British Petroleum, e entre 0% e 10% para a Petrobrás.

O relatório pode ser obtido no site da ONG aqui. Fonte: Carbon Tracker Initiative.

 

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