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Jornalismo e mudanças climáticas

Recentemente, o jornal britânico ‘The Guardian’ recomendou que seus jornalistas passassem a adotar o termo “emergência climática” em vez de “mudança climática“. A recomendação do jornal fornece um exemplo útil para discutir o jornalismo, como mostra vídeo do projeto ClickCiência, do Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos – LAbI/UFSCar.

O jornalismo se norteia pelos ideais da neutralidade e da objetividade – ou muitas vezes somente faz parecer que é assim – na cobertura dos fatos. Mas a recomendação de mudança de termo, proposta pelo jornal britânico, representa uma indireta confissão.

A proposta de que o jornalismo pode descrever fielmente um fato ou um conjunto de fatos é uma ingenuidade. O uso de termos diferentes, ou palavras diferentes, pode afetar a forma como o fato relatado é percebido pelo leitor.

Alguns críticos do jornal britânico afirmaram que os termos propostos são muito carregados de valor. Portanto, teriam menos valor científico. Mas outros especialistas sustentam que o aquecimento global e as mudanças climáticas não constituem temas exclusivamente científicos.

Além disso, o jornalismo ocupa um papel fundamental na construção de uma narrativa sobre fatos climáticos ao redor do mundo. Cabe à mídia contextualizar e dar sentido a esses eventos. Para tanto, os profissionais da comunicação devem se aproximar e dialogar com a comunidade científica.

Fonte: UFSCar

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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