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Jogos sobre aquecimento global – 3: comunicação

Os jogos representam uma forma divertida e útil de aprender sobre o aquecimento global. Também contribuem para desenvolver formas de lidar com sua consequências.

Com base na Holanda, a organização não governamental – ONG – Centro Climático e seus parceiros criaram um conjunto de jogos sobre questões humanitárias, incluindo os possíveis impactos das mudanças climáticas.

Os jogos foram utilizados em pelo menos 40 países por diversos tipos de público, de crianças em idade escolar a funcionários de bancos de desenvolvimento. Segundo a ONG, os jogos aceleram o aprendizado, o diálogo e a preparação para riscos climáticos.

A seguir, o Ciência e Clima apresenta o jogo para discutir formas de comunicação e respostas em situações de pressão. Todos os jogos devem ser organizados e orientados por um facilitador.

Jogo: ZAP-WHOOSH

O objetivo do jogo é trabalhar formas e estilos de comunicação dentro de um grupo de participantes. O jogo é leve, rápido e energizante, contribuindo para a reflexão sobre as diferentes interações no grupo e sobre situações de maior pressão.

O jogo pode contar com 10 a 30 participantes, levando em torno de 10 minutos. Não requer qualquer material, somente um local adequado para o grupo sentar em um círculo.

Como jogar

A responsabilidade do facilitador inclui zelar pela reprodução, por parte dos jogadores, tanto dos gestos quanto da palavra associada a cada movimento. E também garantir a velocidade e o ritmo do jogo.

O facilitador deve organizar os participantes em um círculo. Em seguida, introduzir o primeiro movimento do jogo – o ZAP.

Cada jogador pode passar o ZAP somente para o participante vizinho. Para passar o ZAP para outra pessoa, o jogador deve olhar para ela, bater palmas e dizer alto: “ZAP!”.

Quando terminar a primeira rodada, o facilitador acrescenta uma nova regra: o participante que tem a vez de passar o ZAP pode inverter a direção.

Após a segunda rodada com a nova regra, o facilitador introduzirá o segundo movimento – WOOSH. O jogador deve escolher qualquer outro participante sentado no lado oposto do círculo. Passar o WOOSH inclui olhar para o outro participante e simular que se está lançando um bola imaginária para ele.

É preciso dizer em voz alta: WOOSH!

Após o grupo experimentar uma rodada com o ZAP e o WOOSH, o facilitador inicia a última fase do jogo. Nela é introduzido o terceiro movimento – o BÓING.

Esse movimento consiste em estender as mãos em frente ao rosto. Ele só pode ser realizado pela pessoa que está recebendo o WOOSH de outro jogador. O BÓING tem como efeito devolver o WOOSH para a pessoa que o está passando, que, então, terá de escolher outro participante.

A opção de usar o BÓING fica a critério de cada um, se quiser ou não receber o WOOSH.

Após uma ou duas rodadas, o jogo pode ser encerrado.

Discussão

A discussão após o término do jogo consiste na parte mais importante do exercício. É durante o diálogo com os jogadores que se compartilha o aprendizado. O facilitador deve promover o debate através de questionamentos aos participantes.

Pode-se discutir com os participantes como foi a experiência de passar cada um dos movimentos – ZAP, WHOOSH e BÓING. Explorar o desenvolvimento da interação dentro do grupo, à medida em que outros movimentos eram adicionados.

A partir daí, é possível comparar outras situações de trabalho em grupo em que a interação entre os participantes tenha sido semelhante, buscando compreender porque ocorreram e como lidar com elas.

Fonte: Climate Centre
Imagem: Pixabay

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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