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Relatório do IPCC: aquecimento global de 1,5C

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla em inglês – publicou um relatório especial sobre os impactos do aquecimento global de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

O relatório inclui também as alternativas para reduzir as emissão de gases de efeito estufa, a fim de se cumprir as metas do acordo climático de Paris. E, com isso, evitar os efeitos mais nefastos do aquecimento.

O vídeo acima (em inglês), produzido pelo IPCC, traz uma introdução bastante resumida a respeito do relatório. Ele começa com a afirmativa de que o acordo de Paris estabeleceu os princípios para a combate ao aquecimento global.

Isso porque os países concordaram em reduzir as emissões de forma a atingir as metas propostas.

Para elaborar o relatório, os cientistas mobilizados pelo IPCC analisaram mais de 6.000 artigos científicos relacionados ao cenário de aquecimento de 1,5°C. De acordo com o processo participativo do IPCC, o relatório foi aprovado pelos membros dos países palavra por palavra.

O relatório aponta que atingir a meta não é fisicamente impossível. Mas, até o presente, as atividades humana elevaram a temperatura média global em 1°C. Mantidas os níveis das emissões atuais, o aumento chegará a 1,5°C entre 2030 e 2050.

Mas emissões acumuladas até o momento – isto é, todo o volume de gases de efeito estufa que foi liberado historicamente – não implicarão que a temperatura irá se elevar para mais de 1,5°C. Significa que teoricamente ainda há a possibilidade de atingir a meta.

O nível médio do mar, a temperatura, as secas e os extremos de calor e de chuva irão aumentar à medida que avança o aquecimento global. Os riscos introduzidos pelos impactos do aquecimento aos ecossistemas, à alimentação, acesso à água, saúde e desenvolvimento são menores em cenários de 1,5°C do que em cenários de 2°C.

Vale muito à pena perseguir a meta de limitar o aquecimento a 1,5°C. Contudo, ela demandaria modificações sistêmicas em todos os setores da economia. As emissões de dióxido de carbono – CO2 – devem cair em 50% até 2030, sendo completamente eliminadas em 2050.

Emissões de metano e outros gases de efeito estufa também precisarão passar por cortes significativos.

Segundo o IPCC, alcançar a meta incluiria um significativo declínio no uso de carvão, um grande aumento da eficiência energética, a aplicação em larga escala de um grande conjunto de tecnologias, e mudanças comportamentais.

Tudo isso poderia ser realizado simultaneamente à erradicação da pobreza e ao desenvolvimento sustentável. Mas as políticas para mitigação, adaptação e desenvolvimento envolverão a cooperação entre diversos níveis de governo e entre diferentes governos, além de inovação e investimento.

Os maiores benefícios estão ligados à redução da demanda por energia, à diminuição do consumo de materiais, e a uma dieta de baixo carbono.

O vídeo ressalta que limitar o aquecimento a 1,5°C não é impossível, e depende criticamente de vontade política.

Fonte: IPCC

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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