Press "Enter" to skip to content

INPE, obscurantismo e ideologia

Produzido pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, o vídeo acima traz o professor Ricardo Galvão, , do Instituto de Física da Universidade de São Paulo – USP. O professor participou de evento na UFPE, na qual se discutiu o papel do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE – de monitoramento dos biomas brasileiros.

Ricardo era diretor do INPE, mas foi retirado do cargo depois de contestar publicamente os questionamentos infundados de membros do atual governo ao instituto. Ele explica que o monitoramento de todos os biomas brasileiros pelo INPE surgiu décadas atrás, fruto de um projeto do Ministério do Meio Ambiente.

O monitoramento ocorre a partir da coleta e análise de imagens de um satélite sino-brasileiro. Um corpo técnico reunido pelo Instituto contribuem para a identificação de locais de desmatamento. O sistema evitava conflitos de interesses, ao separar o monitoramento, realizado pelo INPE, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, e a fiscalização e controle, de responsabilidade de órgãos vinculados ao Ministério de Meio Ambiente.

O sistema de monitoramento do INPE ganhou reconhecimento internacional como o melhor sistema de monitoramento de florestas tropicais no mundo. Consistiu em um dos pilares para a significativa queda do desmatamento na Amazônia, entre 2004 e 2012. E representa uma tecnologia estratégica para o Brasil e a soberania sobre a região da floresta amazônica.

Ele é claro: o questionamento do INPE pelo atual governo se deu ou por desconhecimento ou por má-fé. É o Brasil do obscurantismo científico, do negacionismo do aquecimento global, da ideologia.

Fonte: Ascom/UFPE

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
%d blogueiros gostam disto: