Press "Enter" to skip to content

Imagem do Golfo de Omã

O Golfo de Omã faz parte do Mar da Arábia, entre a península arábica e o Irã e o Paquistão.  As águas da região são notoriamente conhecidas pelo perigo impostos por conflitos geopolíticos e pela pirataria.

Mas a região se destaca também por outra característica: o Mar da Arábia contém a maior e mais densa zona morta do mundo. Ela era, no entanto, pouco conhecida. Mas estudo de um time de pesquisadores do Omã e do Reino Unido conseguiu mapear com detalhes a região.

Fonte: Google.

Através do uso de robôs submarinos e de planadores, o estudo identificou os níveis de oxigênio da água a profundidades de até 1.000 metros, bem como as correntes e dinâmica de transporte do gás pelas águas.

Segundo os cientistas, as zonas mortas ocorrem naturalmente em algumas partes dos oceanos, principalmente em profundidades que variam de 200 a 800 metros.

Sem oxigênio, as zonas mortas não são capazes de suportar plantas e animais marinhos. Nelas, o ciclo de nitrogênio do mar também se altera, promovendo-se a emissão de óxido nitroso – N2O -, um gás de efeito estufa 300 vezes mais potente que o CO2.

O estudo descobriu que a zona morta se estende pelo Golfo de Omã por uma área bem maior do que a esperada – quase três vezes o tamanho do estado de Alagoas. Ela também estaria crescendo.

Os cientistas acreditam que o aumento das temperaturas das águas, devido ao aquecimento global, seja um fator de contribuição para o crescimento.

Aplicando os resultados do levantamento de campo em um modelo computacional de alta resolução, o estudo reproduziu a distribuição de oxigênio pelo Golfo de Omã. As simulações sugeriram que, durante as estações do ano e as monções, a profundidade da zona morta se desloca para cima e para baixo.

O futuro da pesca no leste do Oceano Índico dependerá de uma melhor compreensão dos impactos da zona morta do Golfo de Omã.

Fonte: Universidade de East Anglia
Imagem: Google

%d blogueiros gostam disto: