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Imagem do abeto da Noruega

Um dos efeitos do aquecimento global e do aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa tem sido observado na vegetação ao redor do planeta. Por causa da fertilização pelo dióxido de carbono – CO2 – e pela alteração das estações do ano, as árvores estão crescendo mais rapidamente.

Uma das hipóteses era de que, com a maior velocidade de crescimento das árvores, a vegetação sequestraria uma quantidade maior de carbono da atmosfera. Mas estudo de cientistas de uma universidade da Alemanha testou se a hipótese era válida.

Para tanto, eles analisaram amostras de madeira de espécies de árvores da Europa Central – entre elas, o abeto norueguês, mostrado na fotografia acima. A partir de um novo procedimento de alta resolução, foi possível examinar 30.000 amostras coletadas nos últimos 150 anos.

O estudo mediu com precisão o peso específico da madeira. Os resultados mostraram que, desde 1900, as árvores da região se tornaram entre 8 e 12% menos densas. No mesmo período, o crescimento em volume das árvores na Europa Central subiu entre 29% e 100%.

Mas a perda de densidade da madeira não se deve ao crescimento mais rápido das árvores. O exame dos anéis das árvores apontaram como fatores o aumento da temperatura local e a expansão do período mais quente do ano. Outra influência seria a carga de nitrogênio lançada pela agricultura, pelo transporte e pela indústria.

A perda de densidade das árvores tem implicações importantes para a estimativa de quanto carbono sequestram as florestas da Europa Central. Os cientistas afirmaram que os números atuais, baseados em uma densidade de madeira ultrapassada, podem superestimar em cerca de dez milhões de toneladas a quantidade de carbono sequestrada anualmente.

Fonte: Universidade de Munique
Mais informações: Wood density reduced while wood volume growth accelerated in Central European forests since 1870
Imagem: Flickr Axel Kristinsson

 

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