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Imagem de musgos no leste da Antártica

No leste da Antártica, o maior ecossistema vegetal é formado pelo musgo, um tipo de planta adaptado às condições extremas do continente. Estudo de cientistas de universidades da Austrália identificaram que esse ecossistema tem sofrido as consequências do aquecimento global.

Os efeitos do aquecimento do sistema climático na Antártica se caracterizam pela variação regional. No lado oeste do continente, onde fica a Península Antártica, registravam-se as alterações mais profundas. Por exemplo, o derretimento da calota polar se deve à retração das geleiras dessa região.

A suposição era de que o lado leste, compreendendo a maior extensão em área do continente antártico, ainda se mantinha relativamente estável.

No entanto, a partir do monitoramento da vegetação de musgo em trecho do leste da Antártica ao longo de mais de uma década, os cientistas identificaram rápidas transformações. As espécies dominantes enfrentavam situações de estresse, enquanto que novas espécies passaram a colonizar a área.

A foto acima ilustra as mudanças registradas. À esquerda, o musgo com coloração verde indica uma situação saudável das plantas. À direita, o musgo se torna vermelho, em situação de estresse, ou cinza, quando morre.

O estudo identificou que as transformações no ecossistema eram uma resposta à mudança do clima regional, que se tornou mais seco e com mais ventos durante o verão. Tais mudanças no clima foram atribuídas a um novo padrão na circulação do vento ao redor do continente antártico sob a influência do buraco na camada de ozônio e do aquecimento global.

O vídeo a seguir (em inglês) apresenta um resumo do estudo.

Fonte e imagem: Universidade de Wollongong

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