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Imagem da geleira de Columbia, no Alasca

A geleira de Columbia fica localizada no sudeste do Alasca, Canadá. Ele se forma em vales de montanha a mais de 3 mil metros acima do nível do mar. E se estende até atingir o oceano – em seu trecho final, a geleira faz frente para a água do mar.

As geleiras não são objetos estáticos. Na verdade, elas devem ser consideradas rios de gelo, pois estão constantemente se movendo de um ponto mais alto a outro mais baixo do relevo – no qual se localiza seu término.

Em resposta ao aquecimento global, a geleira de Columbia começou a se retrair em meados do século passado. A partir de 1980, devido à modificações na dinâmica interna da geleira, a taxa de retração se acelerou. Ela é considerada uma das geleiras que derrete mais rapidamente em todo o mundo.

Pesquisas sugerem que, entre 1994 e 2013, as geleiras do Alasca perderam aproximadamente 75 bilhões de toneladas de gelo por ano. Com isso, elas contribuem para a elevação do nível médio do mar.

Término da geleira de columbia no mar
Término da geleira de Columbia no mar. A frente da geleira se localizava bem mais à frente no vale, onde agora se vê somente a água. Crédito: Flickr/Ricky Fogerty.

No caso da geleira de Columbia, ela recuou mais de 20 quilômetros desde a década de 1980, atingindo a menor extensão dos últimos 900 anos. Outro efeito do aquecimento foi tornar a geleira mais fina – sua espessura diminuiu pela metade.

Mas a expectativa é de que a retração diminua no futuro, apesar do aquecimento global. O motivo estaria ligado à dinâmica de fluxo da geleira. 

Mantendo-se as perdas atuais, o término da geleira de Columbia deverá atingir regiões de águas mais rasas por volta de 2020. Assim, ocorrerá uma menor formação de icebergs e a frente da geleira se tornará melhor ancorada no substrato rochoso.

Espera-se que, então, a geleira tenha recuado cerca de 24 quilômetros.

Fonte: Universidade de Columbia
Imagem: Google Earth

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