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Imagem de campos de ervas marinhas

Não é apenas a Grande Barreira de Corais da Austrália que sofre os impactos do aquecimento global. A foto acima mostra a Baía do Tubarão – Shark Bay, em inglês -, uma área reconhecida como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO.

A cor mais escura das águas é devido à presença de ervas marinhas. Pesquisas estimaram que a Baía do Tubarão possui a maior reserva de carbono entre todos os ecossistemas mundiais de ervas marinhas.

Mas no verão entre 2010 e 2011, uma onde de calor sem precedentes elevou a temperatura da água na região entre 2oC a 4oC acima da média por mais de dois meses. A consequência foi a liberação de até 9 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono – CO2 – para a atmosfera nos três anos seguintes.

Ao mapear a região em 2014, verificou-se que as ervas marinhas desapareceram de 22% do habitat que ocupavam a apenas dois anos antes. As perdas se estenderam por uma área de 1.100 km2. A densidade dos campos remanescentes de ervas marinhas também diminuiu.

O impacto é muito relevante porque os ecossistemas de ervas marinhas constituem um dos sumidouros de CO2 mais intensos da biosfera. Eles capturam e armazenam o gás nos solos e na biomassa. Se os ecossistemas permanecerem intactos, o carbono poderá continuar intacto ao longo de milênios.

As alterações no clima podem comprometer as reservas de carbono presentes nos campos de ervas marinhas.

Fonte: Eurasia Review
Imagem: Flickr/ Robert Young

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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