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Harvard e mudanças climáticas: densidade energética de renováveis

A série ‘Harvard fala sobre as mudanças climáticas’ é uma iniciativa do Centro de Meio Ambiente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A intenção é divulgar o trabalho realizado dentro da universidade para o público, informando sobre os desafios que as mudanças climáticas trazem consigo e os possíveis caminhos a serem tomados no futuro.

No vídeo acima (em inglês), o professo Lee M. Miller, da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas, apresenta os resultados de pesquisas sobre a quantidade de área necessária para a geração de energia renovável. Elas investigaram a densidade energética de usinas eólicas e solares.

A partir de dados disponibilizados pelo governo dos Estados Unidos, foi analisada a densidade energética de 411 usinas eólicas e 1.150 usinas de painéis solares em operação no país durante 2016.

Eles calcularam que a densidade média das usinas eólicas era entre 3 e 10 vezes menor do que o suposto por especialistas em energia ou adotado em relatórios como os do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla em inglês.

Os especialistas não levavam em consideração o modo como uma turbina eólica gera uma espécie de “sombra de vento” atrás dela, onde a atmosfera perde energia. Quando os parques eólicos são planejados em escala comercial, as turbinas devem ser cuidadosamente espaçadas de modo a uma não interferir na geração de energia de outra.

Apesar de 10 vezes maior do que a de parques eólicos, a densidade energética de usinas de painéis solares foi 20 vezes menor do que o estimado anteriormente pelos especialistas em energia.

Substituir a geração de energia baseada em combustíveis fósseis por eólicas e solar iria exigir uma quantidade de terra bem superior ao previsto anteriormente.

Fonte: Harvard University

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