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Gráfico projeção de emissões do setor de refrigeração

O aquecimento global elevará a demanda mundial por refrigeração, apontou relatório de pesquisadores de uma universidade do Reino Unido. O crescimento pode entrar em conflito com as metas do acordo climático de Paris, comprometendo a meta de limitar o aquecimento a no máximo 2oC acima dos níveis pré-industriais.

Elaborado pelo relatório, o gráfico acima apresenta três diferentes cenários de emissões de gases de efeito estufa pelo setor de refrigeração mundial. Em 2018, estima-se que as emissões da refrigeração totalizaram 4 gigatoneladas de CO2 equivalente, ou quase 12% das emissões diretas anuais dos setores energético e industrial.

O primeiro cenário, denominado de GCI e identificado pela linha azul, considera a expansão dos aparelhos de refrigeração de 3,6 bilhões para 9,5 bilhões em 2050. Ele projeta que grandes áreas do planeta ainda não terão acesso à refrigeração.

O segundo cenário, denomina de C4A, adota a hipótese de que a penetração de aparelhos de refrigeração observada atualmente nos países mais ricos se estenderá a todos os demais países. O consumo de energia do setor quintuplicaria. O cenário é indicado no gráfico pela linha vermelha.

O último cenário – IEA 2DS -, representado pela linha verde, retrata a redução de emissões de gases de efeito estufa pelo setor mundial de refrigeração, de modo a se cumprir a meta de limitar o aquecimento a 2oC.

Para cada um dos cenários, as linhas tracejadas indicam situações de avanço tecnológico em taxas mais aceleradas.

No cenário GCI, mais otimistas, as emissões originadas pela refrigeração dobrariam entre 2015 e 2050. No cenário C4A, elas subiriam quase cinco vezes. Mesmo com grandes avanços tecnológicos, as emissões do setor em ambos os cenários ficariam muito superiores ao necessário para limitar o aquecimento.

Fonte: A cool world: defining the energy conundrum of cooling for all
Gráfico: figura 1 do relatório

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