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O gráfico mais importante do efeito estufa

O gráfico mais importante do esfeito estufa é conhecido como ‘Curva de Keeling’. Ele apresenta a medida da concentração de dióxido de carbono – CO2 – na atmosfera, realizada de 1958 até o presente no monte Mauna Loa, Havaí.

O programa de monitoramento teve início em 1956 pelas mãos do cientista Charles David Keeling, pioneiro do estudo das concentrações atmosféricas do gás de efeito estufa.

Até a primeira metade do século 20, ocorreram poucas medidas do dióxido de carbono na atmosfera, com resultados que variavam amplamente. Através dos estudos realizados em um pós-doutorado, a partir de 1953, Charles David Keeling contribuiu significativamente para o avanço do conhecimento científico.

Investigando amostras de ar, ele caracterizou as variações na concentração de CO2 registradas entre diferentes localidades, bem como o padrão de variação ao longo do dia e da noite.

O cientista também desenvolveu equipamentos de precisão para monitoramento, bem como o método de observação das concentrações de CO2 da atmosfera livre. Entre as técnicas desenvolvidas, incluía-se o levantamento da proporção entre diferentes isótopos de carbono, a partir do que é possível identificar a fonte emissora do gás.

Quando Keelig começou o monitoramento, as concentrações atmosféricas de CO2 eram de 310 partes por milhão – ppm. Com o passar dos anos, ele identificou uma tendência de aumento.

Os dados confirmavam que as atividades humanas, em especial a queima de combustíveis fósseis, provocava o aumento das concentrações do gás. Com isso, intensificava-se o efeito estufa, provocando o aquecimento global.

A importância do gráfico se deu porque ele trouxe uma das inúmeras evidências da influência humana sobre o sistema climático terrestre.

Como as emissões de gases de efeito estufa continuam em patamares muito elevados, as concentrações atmosféricas de CO2 não param de subir. Atualmente, as concentrações estão acima de 405 ppm, quase um terço maiores do que no início das medições.

Em relação às concentrações atmosféricas da época pré-industrial, de aproximadamente 280 ppm, os valores atuais são quase 50% maiores.

Fonte: Scripps Institution of Oceanography

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