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Gráfico de El Niño e La Niña entre 1998 e 2018

A Oscilação Sul El Niño – OSEN – consiste na oscilação climática da zona tropical do oceano Pacífco. A oscilação é marcada por fases quentes, denominadas de El Niño, nas quais as temperaturas das águas superficiais aumentam, e fases frias, chamadas de La Niña, quando as águas resfriam.

As variações da OSEN são irregulares, incluindo anos neutros, anos de El Niño e anos de La Niña, sem ordem ou uma regularidade definida. O gráfico acima mostra a ocorrência das distintas fases entre os anos de 1988 e 2018.

Apesar do fenômeno acontecer no Oceano Pacífico, a OSEN apresenta efeitos em todas as regiões do planeta. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE -, em anos de El Niño se verifica, além de temperaturas mais quentes da água do mar, um enfraquecimento dos ventos alísios.

As consequências se traduzem na modificação da circulação da atmosfera, interferindo no trasporte de umidade e levando a variações na distribuição das chuvas nos trópicos e em regiões de latitudes médias e altas.

No Brasil, os efeitos se fazem sentir de modo diferente em cada região. Por exemplo, observa-se menos chuva na Amazônia, em especial no norte e leste. O nordeste fica exposto à secas, o sudeste registra mais calor no inverno, e o sul enfrenta chuvas mais intensas.

Por sua vez, La Niña se caracteriza por temperaturas mais frias da água do Oceano Pacífico, e também está relacionada aos ventos alísios. A circulação atmosférica se altera, concentrando chuvas no Oceano Índico e no oeste do Pacífico.

Ela pode trazer mais chuvas para a Amazônia e o semi-árido brasileiros, enquanto o sul do país experimenta mais seca.

Mas outro efeito importante da OSEN diz respeito à sua influência no cálculo da temperatura média global. Usualmente, a temperatura média global será maior em anos de El Niño. Em anos de La Niña, a temperatura tende a se elevar menos.

Entre 1997 e 1998, verificou-se um El Niño extraordinariamente intenso. Nos próximos 15 anos, até por volta de 2012, no entanto, o Pacífico foi dominado por eventos de La Niña. Portanto, nesse período, as temperaturas da água do mar tenderam a apresentar valores abaixo da média.

Isso teve um efeito de curto prazo na taxa de aumento da temperatura média global estimada durante o período.

Após 2012, o destaque foram os anos de 2015 e 2016, durante os quais se observou possivelmente o El Niño mais intenso registrado nos últimos 400 anos – o récorde anterior pertencia ao El Niño de 1997-1998.

Apesar do ruído introduzido pelas fases da OSEN, é visível a forte tendência de elevação da temperatura média global no longo prazo.

Fonte: NOAA

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