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Gráfico de variações do gelo marinho do Ártico

Uma das consequências do aquecimento global pode ser vista no Ártico. A região atravessa um aumento da temperatura mais acelerado do que outras regiões do planeta. Grandes mudanças estão em curso.

Uma delas são as alterações nas características do gelo marinho do Ártico. O gráfico acima retrata as variações sazonais na extensão do gelo anualmente, considerando o período entre 1979 e 2020.

O gráfico tem a forma de uma letra S deitada, pois reflete as flutuações na extensão de gelo decorrentes da sucessão das estações do inverno e do verão.

A extensão máxima ocupada pelo gelo usualmente se verifica em março, ao final do inverno. A extensão mínima ocorre em setembro, quando termina o verão ártico.

As linhas verdes trazem a extensão ocupada pelo gelo marinho entre os anos de 1980 e 1985. As linhas laranja, para os anos entre 2015 e 2019. A linha tracejada preta indica a média da cobertura do gelo marinho do período de 1981 a 2010.

Fica clara a tendência de diminuição da extensão do gelo marinho devido ao aquecimento. Todos os anos recentes apresentaram sistematicamente uma cobertura menor do que a média de 1981 a 2010.

O recorde na cobertura máxima em março foi batido no ano de 1979, quando se registrou uma extensão de aproximadamente 16,6 milhões de quilômetros quadrados. O ano de 1980 teve o valor mais alto para a extensão mínima, com cerca de 7,6 milhões de km².

Em 2018, a cobertura máxima foi uma das mais baixas registradas, atingindo por volta de 14,4 milhões de km². A menor extensão mínima ocupada pelo gelo marinho no fim do verão se verificou em 2012.

Nesse ano, a queda foi extraordinária. O gelo ficou reduzido a uma área de cerca de 3,34 milhões de km².

Espera-se que, à medida que avance o aquecimento global, a tendência de redução permancerá. Por volta do meio deste século, é provável que o Ártico veja desaparecer o gelo marinho em setembro.

Gráfico: UNEP/ GRID

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