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Gráfico das emissões do Rio de Janeiro

O gráfico acima apresenta o inventário das emissões brutas de gases de efeito estufa do estado do Rio de Janeiro entre os anos de 1990 e 2016. Os dados incluem as emissões de todos as fontes consideradas no inventário oficial elaborado pelo governo brasileiro.

O órgão responsável pela elaboração do inventário é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI -, que coordena a implementação da Convenção sobre Mudanças Climáticas no país.

As fontes de emissão brasileira se concentram em dois setores interligados: a agropecuária, indicada na cor amarela, e a mudança de uso da terra e floresta, de cor verde.

O Rio de Janeiro destoa do perfil brasileiro de emissões, pois a principal contribuição para as emissões do estado vem do setor de energia. O setor de resíduos e de processos industriais também apresentam participação relevante.

As emissões totais do estado mais que dobraram entre 1990 e 2016. De aproximadamente 29 milhões de toneladas de CO2 equivalente, subiram para cerca de 69 milhões em 2016, quando o Rio de Janeiro foi o 13o maior emissor de gases de efeito estufa entre todos os 26 estados brasileiros.

Somente entre 1991 e 1995, o setor de mudança de uso da terra e florestas respondeu pela maioria das emissões do estado.

O período é marcado pelo crescimento das emissões do setor de energia, cuja contribuição para as emissões totais do Rio de Janeiro se torna cada vez maior. Em 1990, o setor respondia por aproximadamente um terço das emissões do estado.

Em 2013, ano em que se verifica o pico das emissões, somando aproximadamente 77 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o setor de energia respondeu por cerca de 65% desse total. Entre 1990 e 2016, as emissões do setor aumentaram quase cinco vezes.

À exceção dos anos de 2011 e 2013, as emissões ligadas aos processos industriais se manteveram relativamente estáveis. O mesmo se verificou com as emissões da agropecuária.

O setor de resíduos apresentou um aumento progressivo, mais que duplicando suas emissões entre 1990 e 2016, quando respondeu por aproximadamente 10 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Fonte: SEEG

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