Press "Enter" to skip to content

Gráfico das emissões do Piauí

O gráfico acima apresenta o inventário das emissões brutas de gases de efeito estufa do estado do Piauí entre os anos de 1990 e 2016. Os dados incluem as emissões de todos as fontes consideradas no inventário oficial elaborado pelo governo brasileiro.

O órgão responsável pela elaboração do inventário é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI -, que coordena a implementação da Convenção sobre Mudanças Climáticas no país.

As fontes de emissão brasileira se concentram em dois setores interligados: a agropecuária, indicada na cor amarela, e a mudança de uso da terra e floresta, de cor verde.

No Piauí, as emissões de gases de efeito estufa são dominadas pela mudança de uso da terra e floresta. Nas duas primeiras décadas do período analisado, três momentos podem ser identificados. Entre 1990 e 1994, as emissões ficaram relativamente estáveis, da ordem de 20 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Um segundo momento ocorre entre 1995 e 2002, quando as emissões se estabilizam em um patamar superior, por volta de 25 milhões de toneladas de CO2eq. O terceiro momento se verifica entre 2003 e 2009. As emissões ficam estabilizadas em torno de 33 milhões de toneladas de CO2eq.

Esse crescimento em degraus termina em 2010, quando tem início um aumento acelerado das emissões do setor de mudança de uso da terra e florestas. De aproximadamente 33 milhões de toneladas de CO2eq em  2010, o setor passa a emitir 107 milhões em 2013.

De uma faixa intermediária para baixa, o Piauí ocupou a 6a posição entre os 26 estados brasileiros em termos de emissões totais em 2013.

Mas elas caíram cerca de 26% até 2016, quando o estado emitiu aproximadamente 86 milhões de toneladas de CO2 equivalente, sendo o 12o maior emissor entre todos os estados.

Entretanto, as emissões do setor de mudança de uso da terra e florestas continuaram altas. Corresponderam a cerca de 5 vezes o registrado para o setor em 1990.

Gráfico: SEEG

%d blogueiros gostam disto: