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Gráfico das emissões do Pará

O gráfico acima apresenta o inventário das emissões brutas de gases de efeito estufa do estado do Pará entre os anos de 1990 e 2016. Os dados incluem as emissões de todos as fontes consideradas no inventário oficial elaborado pelo governo brasileiro.

O órgão responsável pela elaboração do inventário é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI -, que coordena a implementação da Convenção sobre Mudanças Climáticas no país.

As fontes de emissão brasileira se concentram em dois setores interligados: a agropecuária, indicada na cor amarela, e a mudança de uso da terra e floresta, de cor verde.

Até o ano de 2007, o Pará era usualmente o segundo maior emissor de gases de efeito estufa entre todos os 26 estados brasileiros. A partir de 2008, o estado passa para a 1a posição, da qual praticamente não saiu até 2016.

As emissões do Pará são provenientes majoritariamente do setor de mudança de uso da terra e floresta.

Entre 1990 e 2004, as emissões totais do estado mais que dobraram. De quase 305 milhões de toneladas de CO2 equivalente, elas saltaram para cerca de 733 milhões. A partir daí, elas iniciam uma queda brusca, atingindo os menores patamares de todo o período em 2012, quando totalizaram cerca de 180 milhões de toneladas de CO2eq.

Com uma menor contribuição, os setores da agropecuária e de energia registraram um aumento consistente na quantidade de emissões. As emissões da agropecuária do Pará em 2016 foram quase três vezes maiores do que em 1990.

Entre 2012 e 2016, as emissões voltaram a crescer, subindo cerca de 56%. Em 2016, o Pará emitiu aproximadamente 280 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Gráfico: SEEG

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