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Gráfico da formação da calota polar da Groenlândia

O gráfico acima apresenta a expansão da calota polar da Groenlândia, ocorrida entre final do período denominado Plioceno, há 3,6 milhões de anos atrás, e o início do Pleistoceno, há 2,2 milhões de anos atrás.

Registros paleoclimáticos da temperatura média indicam que o sistema climático experimentou um resfriamento entre o Plioceno e o Pleistoceno. A transição entre os períodos geológicos caracteriza um ponto de inflexão na evolução climática do planeta.

Após 2,6 milhões de anos atrás, formou-se uma calota polar perene na Groenlândia. Também começou a era das glaciações cíclicas do Hemisfério Norte e de menores concentrações atmosféricas de dióxido de carbono – CO2.

O gráfico foi resultado de um estudo científico que investigou como se deu esse processo de formação de uma calota polar na Groenlândia. Os cientistas utilizaram um método de interpolação numérica, baseado em dois modelos computacionais.

A teoria mais aceita até o momento sugere que a formação da calota polar da Groenlândia estaria associada à diminuição da insolação solar. No entanto, os resultados do estudo apontaram que essa é uma explicação simplista.

Nas simulações, o volume da calota polar se mostrou bastante sensível aos níveis da concentração atmosférica de CO2. No período de transição entre o Plioceno e o Pleistoceno, o CO2 atmosférico precisaria ficar abaixo de 320 partes por milhão – ppm – para que a calota polar se expansdisse.

A partir dos resultados, o estudo sugeriu que a calota polar da Groenlândia apresentava uma dinâmica de expansão e retração bastante acentuada em níveis de CO2 similares ou menores que o atual – acima de 400 ppm.

Mais informações: Tan, N., Ladant, J. B., Ramstein, G., Dumas, C., Bachem, P., & Jansen, E. (2018). Dynamic Greenland ice sheet driven by pCO2 variations across the Pliocene Pleistocene transitionNature communications9(1), 4755.
Gráfico: figura 4 do estudo

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