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Gráfico da evolução do sistema climático no passado

A paleoclimatologia é o estudo da evolução do sistema climático terrestre ao longo do passado geológico. Para identificar como o planeta era há milhares ou milhões de anos atrás, a ciência utiliza pistas gravadas em diferentes materiais.

De sedimentos marinhos a núcleos de gelo das calotas polares, passando por corais, anéis de árvores, rochas de cavernas, ou fósseis de plantas e animais, diversos elementos encontrados na superfície terrestre contribuem cada qual com um pouco de informação sobre o passado.

Ao reunir e combinar essas informações, é possível reconstruir a evolução do sistema climático da Terra ao longo do tempo. Em grande medida, foi a partir do estudo das evidências da paleoclimatologia que a ciência desenvolveu alguma das teorias sobre como o sistema climático funciona.

Publicado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla em inglês -, o gráfico acima traz a reconstrução do sistema climático nos últimos 400 milhões de anos. As barras azuis verticais mostram o tempo e a extensão de calotas polares. As linhas laranja, verde, amarela, azul e vermelha indicam reconstruções, a partir de diferentes fontes, da concentração atmosférica de dióxido de carbono – CO2.

De uma forma geral, períodos em que o sistema climático armazena uma quantidade maior de energia são acompanhados de concentrações mais altas de gases de efeito estufa.

Além disso, há milhões de anos atrás, os níveis atmosféricos de CO2 eram bem superiores aos registrados nos últimos ciclos interglaciais e no período pré-industrial. Como resultado, o planeta permaneceu sem a presença de calotas polares pela maior parte de sua história geológica.

Os registros paleoclimatológicos indicam que, por volta de 300 milhões de anos atrás, verificou-se um período de largas glaciações no planeta. Essa fase coincidiu com uma queda nas concentrações de CO2, desaparecendo quando as concentrações subiram novamente.

O último pico na concentração de CO2 ocorreu aproximadamente 50 milhões de anos atrás, durante a era denominada de Máximo Termal do Paleoceno-Eoceno. A partir daí, as concentrações diminuíram. Inicia-se, entre 40 e 35 milhões de anos atrás, a expansão das glaciações na Antártica.

Fonte: NASA e IPCC
Gráfico: IPCC

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