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Gráfico das emissões e do sequestro de CO2 desde 1750

Ao longo de pelo menos 2.1 milhões de anos antes do início da revolução industrial em 1750, a concentração atmosférica de dióxido de carbono – CO2 – flutuou entre cerca de 180 e 290 partes por milhão – ppm.

A partir de 1750, a queima de combustíveis fósseis liberou aproximadamente 375 petagramas de carbono (1 Pg equivale a 1 bilhão de toneladas) para a atmosfera. As atividades de mudança no uso da terra, principalmente o desmatamento, liberaram um adicional de 180 petagramas de carbono. 

Dessa forma, estima-se que entre 1750 e 2011 as emissões humanas de gases de efeito estufa somaram 555 petagramas de carbono.

Mas se o destino final de todo esse carbono fosse a atmosfera, o nível das concentrações estaria significativamente mais alto. Como mostra o gráfico acima, graças aos dois principais sumidouros de carbono – o oceano e os ecossistemas terrestres -, parte das emissões geradas pelas atividades humanas tem sido retirada da atmosfera.

A parte superior do gráfico traz a estimativa das emissões acumuladas globais de CO2 por tipo de fonte, incluindo o uso e ocupação do solo. A parte inferior apresenta a estimativa de onde foi parar o carbono emitido, se na atmosfera – cor azul clara – ou se em algum dos dois sumidouros de carbono.

De acordo com as estimativas da ciência, aproximadamente 155 pentagramas de carbono foram sequestradas pelo oceano. Os ecossistemas terrestres que não foram afetados pelo uso e ocupação dos solos acumularam cerca de 160 pentagramas de carbono.

Um dos problemas é que os ecossistemas terrestres também são fontes de emissões quando são alterados por atividades humanas, em especial o desmatamento. Como essas emissões totalizaram 180 PgC, considera-se que os ecossistemas terrestres emitiram praticamente a mesma quantidade de carbono que absorveram.

Fonte: IPCC AR5
Gráfico: adaptado da Figura 6-08/ IPCC AR5

 

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