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Gráfico das emissões brasileiras

O gráfico acima apresenta o inventário das emissões brutas de gases de efeito estufa no território brasileiro entre os anos de 1990 e 2016. Os dados incluem as emissões de todos as fontes consideradas no inventário oficial elaborado pelo governo brasileiro.

Ele foi criado pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa – SEEG, do Observatório do Clima. O objetivo do SEEG é preparar estimativas anuais, com base em dados, métodos e planilhas acessíveis e disponibilizados para todos os interessados no Brasil.

No site da SEEG, é possível explorar com maior detalhes os gráficos e dados das emissões brasileiras.

Em 2015 o Brasil apresentou sua Contribuição Nacionalmente Determinada, documento caracterizando o compromisso nacional com a redução das emissões até 2030. As metas brasileiras prevêem que as emissões totais do país em 2025 sejam 37% menores do que as emissões registradas em 2005, alcançando 43% a menos em 2030.

Verifica-se no gráfico que o país apresentou uma trajetória de crescimento das emissões de gases de efeito estufa entre 1990 e 2004, quando ocorreu o pico de todo o período monitorado. A partir daí, a tendência se inverte e uma trajetória descendente se registra até o ano de 2012. O sinal outra vez se inverte, e as emissões do país voltam a subir até 2016.

As fontes de emissão brasileira se concentram em dois setores interligados: a agropecuária, indicada na cor amarela, e a mudança de uso da terra e floresta, de cor verde. A diminuição das emissões entre 2004 e 2012 esteve associada aos avanços no monitoramento e no combate ao desmatamento.

A retomada do aumento das emissões coincide com a entrada em vigor do novo Código Florestal, a Lei nº 12.651, publicada em 25 de maio de 2012.

O Brasil e a Convenção sobre Mudanças Climáticas

Do SEEG, editado pelo Ciência e Clima – O Brasil não é obrigado a produzir inventários e comunicações nacionais anuais de suas emissões. A obrigação cabe somente aos países listados no Anexo I da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – as nações desenvolvidas e as denominadas economias em transição.

Como ocorre com os demais países que não constam do Anexo I, o Brasil deve apresentar inventários e comunicações, mas não há uma periodicidade definida. Até agora, foram produzidos três inventários, publicados em 2005, 2010 e 2016, e duas atualizações de dados ou estimativas, a primeira 2013, com dados até 2010, e a segunda em 2014, com dados de 2011 e 2012.

O órgão responsável pela elaboração do documento é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI -, que coordena a implementação da Convenção sobre Mudanças Climáticas no país.

Apesar das limitações, as estimativas permitem acompanhar tendências. Constituem ferramentas imprescindíveis para orientar as políticas públicas adequadas de mitigação do aquecimento global.

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