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Emissões de CO2 pelas plantas em revisão

A taxa de respiração das plantas ao redor do mundo pode ser maior do que o estimado anteriormente. Desse modo, a quantidade de dióxido de carbono – CO2 – emitido pela vegetação em escala global também seria maior do que o estipulado, afirma estudo de um time internacional de cientistas.

A concentração atmosférica de COsofre influência da troca de carbono entre os ecossistemas terrestres, especialmente a vegetação, e a atmosfera. Estima-se que aproximadamente 25% das emissões humanas tenham sido absorvidas pelos ecossistemas terrestres.

O fluxo de carbono entre a atmosfera e a vegetação é controlado pelos processos de fotossíntese e de respiração. As plantas sequestram o CO2 através da fotossíntese e o liberam por meio da respiração. Caso as mudanças climáticas interfiram em qualquer um desses processos, o fluxo de carbono poderá ser significativamente alterado.

O aquecimento global tem levado ao aumento da temperatura média da superfície terrestre. Estima-se que esse aumento será acompanhado por taxas mais altas de respiração das plantas. Com isso se reduziria, ou mesmo se inverteria, a capacidade da vegetação de absorver através da fotossíntese uma quantidade maior de carbono da atmosfera do que a emitida pela respiração.

Recentemente, levantamentos de campo produziram um novo conjunto de dados a respeito do processo de respiração das plantas. Geograficamente abrangente, os levantamentos incluíram mais de 10.000 amostras de espécies de plantas ao redor do globo. A nova série da dados aborda a taxa da respiração, as diferenças entre espécies, a dependência da temperatura e efeitos de aclimatação de longo prazo.

Baseando-se nesses dados, o estudo aprimorou um modelo computacional do ciclo de carbono terrestre. O modelo simula o fluxo de carbono entre a atmosfera e a vegetação, e havia sido construído a partir de uma quantidade menos rica e detalhada de informações a respeito da respiração das plantas. 

Ao corrigir o modelo com o conjunto de dados mais recente e completo, os cientistas afirmam terem alcançado maior precisão no modo de simular a interação entre a vegetação e a atmosfera. Os resultados das simulações sugerem que os modelos anteriores subestimavam o crescimento da taxa de respiração das plantas em cerca de 30%.

O estudo lembra que a taxa de fotossíntese também aumentou. Isso se deu em função do efeito de fertilização causado pelo aumento da concentração atmosférica de CO2 e das temperaturas. O crescimento da taxa de fotossíntese teria compensado o aumento da taxa de respiração.

Os cientistas apontam para a necessidade de revisão dos modelos atuais, a fim de aprimorar a forma como a respiração das plantas é representada. 

Fonte: Universidade de Minnesota
Mais informações: Implications of improved representations of plant respiration in a changing climate
Imagem: Pixabay

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