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Gás metano na atmosfera volta a subir

line graph of monthly methane concentrations since 1983, showing the "flat line" of the early 2000s and the post-2007 increase

Um dos principais gases de efeito estufa, o metano – CH4 – responde por cerca de 20% do total das emissões provenientes de atividades humanas. Apesar de existir na atmosfera em concentrações bem menores do que a do dióxido de carbono – CO2, o metano é capaz de absorver uma quantidade bem maior de energia.

Acompanhando o que acontece com o CO2, as concentrações atmosféricas de metano também tem crescido vertiginosamente desde o período pré-industrial. Uma alteração dessa tendência, contudo, parece ter acontecido recentemente. Entre os anos de 1999 e 2006, os níveis de metano na atmosfera ficaram estáveis (como mostra o gráfico acima).

As concentrações voltaram a crescer a partir de 2007, mas agora com uma diferença importante. A princípio, suspeitava-se que a retomada do aumento do gás metano na atmosfera seria devido à exploração de óleo e gás. Mas análises de amostras de ar recolhidas em diversos pontos do planeta indicam que a contribuição de combustíveis fósseis teria diminuído. O crescimento recente seria causado pela atividade de microorganismos.

Uma das possíveis fontes para a maior produção de metano por microorganismos seria a atividade humana da agropecuária, em particular a criação de ruminantes como gado e o cultivo de arroz. A segunda possível fonte seria natural, representada por áreas pantanosas ou planícies de inundação, especialmente nos trópicos.

Emissões de metano de zonas pantanosas crescem exponencialmente em anos mais úmidos em comparação com anos mais secos. As condições climatológicas nos trópicos favoreceram condições mais secas durante o período em que as concentrações de metano estabilizaram, bem como mais úmidas a partir de 2007.

É muito difícil estabelecer formas de controle e redução das emissões de metano pelas duas fontes. Caso a tendência de crescimento se mantenha, é provável que a maior exigência de controle recairá sobre outras fontes, como no caso dos combustíveis fósseis.

Fonte: NOAA
Gráfico: NOAA – Tendências da concentração global de metano desde 1983

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