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CEPAL e mudanças climáticas: a biodiversidade

A Comissão Econômica para América Latina e o Caribe – CEPAL – elaborou uma série de vídeos (em espanhol) intitulada ‘Políticas públicas frente às mudanças climáticas’.

A série faz parte do programa EUROCLIMA da União Européia, através do qual a CEPAL trabalha junto aos países da América Latina e do Caribe na integração de medidas de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas. O trabalho envolve também a implantação de políticas climáticas nos níveis nacional, regional ou sub-regional.

De acordo com a CEPAL, o aquecimento global se deve a uma externalidade negativa da economia global – a emissão de gases de efeito estufa. A externalidade está ligada ao atual estilo de desenvolvimento econômico e põe em risco um bem público global, o sistema climático. Para a eliminar, deve-se corrigir as falhas do modelo econômico baseado no mercado.

No vídeo acima, explora-se a relação entre as mudanças climáticas e a biodiversidade da América Latina e do Caribe. A região possui uma enorme quantidade de ecossistemas e espécies de fauna e flora, abrigando uma biodiversidade extraordinária e que fornece bens e serviços fundamentais para as sociedades.

No entanto, a América Latina e o Caribe vivem uma contradição. Mais de 20% de seu território é destinado à proteção de áreas naturais, sendo que, ao mesmo tempo, verificam-se as maiores taxas de desmatamento no mundo.

A degradação das áreas naturais se vincula a uma complexa matriz de fatores econômicos e sociais do modelo de desenvolvimento atual, voltado para a exportação de produtos primários renováveis e não renováveis. Esse modelo está exaurindo as riqueza naturais que consistem sua própria base social e econômica.

Nesse contexto, os impactos das mudanças climáticas tendem a se integrar e a intensificar a degradação em curso dos recursos naturais na região.

Fonte: CEPAL

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