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Carros e gases de efeito estufa

Para minimizar as alterações em curso no sistema climático, e portanto os impactos sobre as atividades humanas, é preciso reduzir a emissão de gases de efeito estufa – GEE. Mas essa não é tarefa simples. Segundo a Agência Internacional de Energia – IEA, na sigla em inglês, os combustíveis fósseis constituem a base energética das sociedades modernas, sendo a principal fonte de emissões de GEE.

O setor de transportes é um dos principais consumidores de energia fóssil. Reduzir as emissões de GEE passa necessariamente pela adoção de medidas mitigadoras no setor. Entre elas se inclui a instituição de metas de eficiência energética e de redução de emissão de GEE, que já vem sendo implementadas em diversos países.

No que diz respeito ao setor de transportes, o Brasil tem andado na contramão, uma vez que o incentivo é direcionado ao meio de transporte individual em detrimento do transporte coletivo. Isso se traduz em incentivos à produção e consumo de veículos particulares, e na prioridade dada aos caminhões no transporte de cargas. Mantendo-se as tendências atuais, projeta-se um aumento das emissões de GEE pelo setor de transporte brasileiro de 120% até 2030.

Entre os países que regularam o transporte individual de passageiros, incluem-se os Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, China e União Europeia. Todos eles estabeleceram metas de diminuição de emissão de GEE por veículos leves novos, em muitos casos associadas à metas de eficiência energética. No Japão e na China, por exemplo, busca-se aumentar a eficiência média dos veículos, aumentando a distância percorrida por litro de combustível consumido (km/l). Além disso, a tributação incentiva a produção de carros de menor cilindrada, pois apresentam maior eficiência energética.

Não há nenhuma política de padrões de emissão de GEE ou de eficiência energética instituída no Brasil. Existem, no entanto, iniciativas relacionadas ao tema. A principal é o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular – PBEV. De caráter voluntário, o PBEV classifica os veículos inscritos em termos de eficiência energética e uso racional de combustível.

Outra iniciativa é o o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores – Inovar-Auto. Também de caráter voluntário, o programa oferece incentivos fiscais aos produtores que se inscreverem e cumprirem seu conjunto de metas, entre as quais melhorar em pelo menos 12% a eficiência energética média da frota de veículos comercializados.

Mais informações: A Importância de Políticas Públicas no Contexto das Mudanças Climáticas Globais: o caso do setor de transporte rodoviário de passageiros no Brasil
Imagem: Free Image/Rogerio Perez

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