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Energia de biomassa com captura de carbono

O acordo climático de Paris foi firmado em 2015. Ele estabeleceu a meta de limitar o aquecimento global a menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais até 2100, com esforços para que seja de no máximo 1,5ºC.

Para que a meta seja cumprida, a maioria dos cenários elaborados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla inglês – considera que tecnologias de remoção do dióxido de carbono – CO2 – da atmosfera estarão disponíveis nas próximas décadas.

Isso porque alcançar a meta exigirá que as emissões humanas de gases de efeito estufa precisam cair a zero nos próximos 20 anos. Depois de serem eliminadas, ainda será preciso remover o CO2 da atmosfera, a fim de que sua concentração diminua.

Produzido pelo Centro Tyndall de Pesquisa em Mudanças Climáticas, do Reino Unido, o vídeo acima (em inglês) discute um dos principais tipos de tecnologia para remoção do carbono da atmosfera. É a geração de energia a partir de biomassa, com captura e sequestro de carbono.

Por meio da fotossíntese e de seu crescimento, as plantas naturalmente absorvem o CO2 da atmosfera. A tecnologia de produção de energia a partir da biomassa ocorre atualmente – por exemplo, a geração termelétrica com o bagaço da cana.

Contudo, em vez de emitir o CO2 gerado pela queima da biomassa durante o processo de geração de eletricidade, as usinas precisariam armazenar o gás em um reservatório. Só assim funcionariam para remover carbono da atmosfera. Mas a tecnologia de captura e armazenamento ainda não existe.

Além disso, a tecnologia precisaria substituir todas as demais formas de geração de energia baseadas em combustíveis fósseis. Significaria uma massiva expansão global.

Existem portanto inúmeras questões tanto sobre a eficiência e viabilidade da tecnologia, quanto sobre a possibilidade de multiplicar a escala de sua aplicação. Entre elas, inclui-se a menor eficiência e o maior custo da geração de energia a partir de biomassa, com captura e sequestro de carbono.

Os cultivos de biomassa precisariam ocorrer de forma sustentável, sem agravar os impactos sobre os ecossistemas naturais. Eles demandariam uma quantidade maior de água e de nutrientes, como fertilizantes. Além disso, poderiam levar à competição por terras entre cultivos para produção de alimentos ou cultivos para geração de energia.

Limitar o aquecimento global representaria provocar uma revolução nos modos em que se produz e se consome energia.

Parece uma idéia saída de um livro de ficção científica? Sim, parece. Infelizmente.

Fonte: Centro Tyndall de Pesquisa em Mudanças Climáticas

Informações científicas e recursos audiovisuais sobre o aquecimento global, o efeito estufa e as mudanças climáticas
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