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Aumento das chuvas equatoriais

Hadley cell

Um dos principais aspectos do clima que os modelos computacionais não reproduzem adequadamente são as nuvens e a precipitação. Há grande incerteza quanto aos impactos das mudanças climáticas sobre a formação de nuvens e sobre os padrões de chuva do planeta.

Abordando o assunto, um grupo de pesquisadores da NASA sugere que os modelos climáticos subestimam o incremento de chuva nos trópicos causado pelo aumento da temperatura.  Eles analisaram as alterações na circulação geral da atmosfera, que é formada pelos fluxos em larga escala de ar ao longo do planeta.

Observações dos últimos 30 a 40 anos mostram que a zona de ascensão do ar localizada no equador está se estreitando por causa do aquecimento global. Nessa região fica a célula de Hadley, um dos componentes da circulação geral da atmosfera.

Conforme ilustra a imagem acima, retirada do estudo, a célula de Hadley é formada pelo fluxo de ar quente do equador que sobe até o alto da atmosfera (setas azuis do centro). De lá, ao mesmo tempo em que se move em direção ao subtrópicos, a massa de ar esfria. O ar frio e mais denso então desce até a parte inferior da atmosfera na região dos subtrópicos, passando a se deslocar na direção do equador (setas pretas).

O estreitamento da zona de ascensão do ar equatorial traz implicações à formação de nuvens na região e, consequentemente, ao padrão das chuvas. O estudo sugere que a formação de nuvens equatoriais de alta altitude será prejudicada, situação que leva à intensificação das precipitações (a imagem acima mostra a situação presente na cor cinza clara e a futura em cinza escuro).

Os pesquisadores compararam as observações das mudanças na célula de Hadley ocorrida nas últimas décadas com os resultados de simulações de modelos climáticos do mesmo período. Identificou-se que os modelos subestimam a taxa de aumento da chuva, e também que os modelos que mais se aproximaram dos dados observacionais mostram um aumento futuro das chuvas bem mais acentuado do que os demais.

O estudo pode ser acessado clicando aqui. Fonte: NASA.

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