Animais em confinamento e o aquecimento global

O aquecimento global pode ter consequências negativas sobre a criação de animais em confinamento, como porcos e galinhas. Ao elevar as temperaturas, poderá levar ao estresse dos animais pelo calor, com efeitos sobre a saúde e o bem-estar. O excesso de calor pode levar, por exemplo, a uma menor conversão alimentar ou menor postura de ovos, refletindo em perdas econômicas para o produtor.

Estudo produzido pela Universidade de Viena investigou a melhor alternativa tecnológica para a refrigeração de animais em confinamento. Foram avaliados três sistemas de refrigeração comumente adotados, e que também constituem opções para o ar-condicionado residencial. Dois dos sistemas utilizam a evaporação direta ou indireta de água. O terceiro usa a terra como elemento regulador a temperatura do ar.

Para os três sistemas, o estudo mediu o nível de estresse térmico dos animais, a partir de um índice de temperatura e umidade. Os resultados mostraram que, além de menores custos de investimento, o sistema que utiliza a terra para regular a temperatura foi o mais eficiente. 

Esse sistema funciona como uma adega. O ar externo flui por tubos com comprimento de aproximadamente 40 metros, enterrados no solo a uma profundidade de aproximadamente 2 metros. No verão, a terra é mais fria do que a atmosfera, resfriando o ar que passa pelos tubos. No inverno, a terra é mais quente, exercendo o efeito contrário.

Produtores de animais em cativeiro tem de se adaptar às novas condições introduzidas pelas mudanças climáticas. Isso inclui a refrigeração de edifícios onde fica a criação, a fim de se garantir o bem-estar dos animais.

Fonte: Universidade de Viena
Imagem: Michael Bernkopf/Vetmeduni Vienna