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Aquecimento do oceano antártico

Nas últimas décadas, observa-se uma tendência de aquecimento e diminuição da salinidade do Oceano Antártico em taxas quase duas vezes superiores do que a média global. A alteração seria consequência do aquecimento global e, em menor escala, do buraco na camada de ozônio, sugere estudo de pesquisadores de universidades do Canadá e dos Estados Unidos.

A região tem uma importância extremamente relevante. Segundo o estudo, o Oceano Antártico é o principal sumidouro global de carbono, sequestrando da atmosfera uma grande fração das emissões humanas de dióxido de carbono – CO2. Ele também absorve grandes quantidades de calor.

Dessa forma, as alterações na composição e circulação do Oceano Antártico são relevantes para projetar as mudanças futuras do sistema climático da Terra. Mas até o momento não havia uma pesquisa detalhada o suficiente a respeito das tendências de aquecimento e de diminuição da salinidade.

A fim de investigar o Oceano Antártico, os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados de uma rede global de monitoramento dos oceanos. Combinaram esses dados com outros registrados por navios a partir de 1950, analisando-os com o auxílio de um conjunto de modelos climáticos.

O estudo confirmou os levantamentos históricos anteriores para a região. E apontou que as mudanças registradas estavam associadas à interferência humana no sistema climático devido às emissões de gases de efeito estufa.

Mesmo que o buraco na camada de ozônio esteja diminuindo, graças aos acordos internacionais, não significa que as alterações no Oceano Antártico irão parar. O mais provável, alertaram os pesquisadores, é que elas continuem enquanto avançar o aquecimento global.

Fonte: Universidade de San Diego
Imagem: Flickr/ Los Alamos National Laboratory

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