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Reservas marinhas como estratégia contra mudanças climáticas

Avaliando a literatura científica publicada sobre o tema, uma equipe de cientistas publicou estudo ressaltando a importância das reservas marinhas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo indica que as reservas marinhas ajudam a proteger o ecossistema marinho contra cinco impactos das mudanças climáticas que já ocorrem: acidificação dos oceanos, aumento do nível do mar, aumento da intensidade de tempestades, mudança na distribuição de espécies e declínio na produtividade e disponibilidade de oxigênio no oceano.

De acordo com os cientistas, a superfície do oceano se tornou em média 26% mais ácida desde o período pré-industrial, número que passaria a 150% até o ano de 2100 em um cenário sem alterações. O nível médio do mar aumentou cerca de 17 cm desde 1900, sendo esperado um incremento de aproximadamente 90 cm até 2100.

Impactos também são observados na abundância e distribuição de diversas espécies marinhas. Comunidades de phytoplancton estão se transformando em resposta ao aquecimento, à acidificação e à estratificação das águas. As mudanças climáticas interagem e intensificam outras fontes de estresse do ecossistema marinho, como a pesca predatória e a poluição.

Países costeiros se comprometeram a proteger 10% da extensão de suas águas costeiras até 2020, mas apenas 3,5% foi definido na prática. Desse total, menos da metade se encontra eficazmente protegido contra qualquer forma de exploração humana. O estudo sugere o aumento das áreas de reserva marinha, o que aumentaria significativamente a resiliência dos oceanos às mudanças climáticas.

Fonte e Imagem: Oregon State News and Research Communications

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