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Aumento de temperatura e emissão de gases pela tundra

Estima-se que a região de tundra e de solos congelados do hemisfério norte contenha entre 1.330-1.580 bilhões de toneladas de carbono orgânico. A quantidade é duas vezes mais do que na atmosfera terrestre. Por isso a região atrai o interesse dos cientistas do clima, que buscam entender como ela pode inteferir na concentração de gases de efeito estufa.

Quando o solo da região derrete, o carbono armazenado é liberado para a atmosfera na forma de metano ou de CO2. O aquecimento global pode interferir nesse processo. Ao aumentar as temperaturas na região, o aquecimento global pode intensificar as emissões pela tundra de gases de efeito estufa.

Estudo publicado recentemente avaliou a região norte do Alasca. Foi detectado que as emissões de dióxido de carbono pela tundra, durante o começo do período do inverno, aumentaram em 70% desde 1975. Temperaturas mais altas registradas no outono ártico retardam o congelamento da tundra, aumentando o período de tempo do ano em que o ecossistema emite gases de efeito estufa.

Os modelos computacionais do clima não reproduzem o fenômeno. O estudo vem contribuir na avaliação do feedback entre aumento de temperatura e emissões de gases originadas do ecossistema ártico.

O estudo pode ser acessado clicando aqui (doi: 10.1073/pnas.1618567114).
Fonte e imagem: NOAA

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