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As 6 cidades mais vulneráveis do litoral brasileiro

Quais são as cidades costeiras do Brasil mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas? Em 2010, estudo de pesquisadores do Rio Grande Sul e de Santa Catarina buscou identificar o grau de vulnerabilidade de toda a costa brasileira.

Adotando um conjunto de critérios ambientais, sociais e tecnológicos, e com base no Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo classificou a vulnerabilidade da costa em uma escala entre muito baixa e muito alta.

A maior vulnerabilidade se registrou em locais cujas características envolviam menor altitude, adensamento populacional, carência social e uma intrincada rede tecnológica – infraestrutura e indústria.

A partir dos resultados do estudo, e dando prioridade à quantidade da população exposta ao risco social, elaboramos a lista das 6 cidades litorâneas do Brasil mais vulneráveis às mudanças climáticas.

1 – Rio de Janeiro e região metropolitana, RJ

Foto: Flickr/ Renata F. Oliveira

A cidade maravilhosa terá pela frente um trabalho de adaptação às mudanças climáticas tão monumental quanto as suas principais atrações turísticas.

Um total de 78% da população da região metropolitana do Rio de Janeiro, ou quase 11.2 milhões de habitantes, foi considerada em situação de risco social. Cerca de 5 milhões vivem na capital.

A área do entorno da baía da Guanabara apresenta uma das maiores densidades populacionais do país. Em muitos pontos o relevo é mais rebaixado, ficando exposto a eventos de inundações.

Além disso, a região abriga grande pólo petroquímico, compostos por diversas infraestruturas, como refinarias, dutovias, portos, entre outros. A infraestrutura também está exposta aos impactos das mudanças climáticas.

2 – Salvador e região metropolitana, BA

Foto: Flickr/ Vinc

Vai demandar muito acarajé e esforço para que Salvador se prepare para os impactos das mudanças climáticas.

A Baía de Todos os Santos, onde fica a região metropolitana de Salvador, tem população superior a 3.5 milhões de habitantes. Mais de 2.5 milhões estariam em situação de risco.

Em especial devido ao pólo industrial de Camaçari, um conjunto de infraestruturas importantes da região também foi considerada vulnerável.

3- Fortaleza e região metropolitana, CE

Foto: Flickr/ Alan Dias Barros

Terra da luz, onde o sol brilha o ano inteiro, a capital do Ceará vem em segundo lugar – atrás somente de Salvador – em termos da população em situação de risco social no nordeste: aproximadamente 1.7 milhões de pessoas.

De uma forma geral, o litoral do Ceará é marcado por processos erosivos, como aqueles associados ao movimento de dunas. A cidade também pode ser atingida por inundações.

4- Belém, PA

Foto: Flickr/ Tulio Gandelman

A última das grandes cidades brasileiras com população na casa dos milhões sob risco social é Belém, a primeira capital da Amazônia. Cerca de 1.28 milhões de habitantes foram identificados como em situação de risco.

As características geomorfológicas da região do entorno da capital paraense também tornam de médio a alto o risco de inundações.

5- São Luís, MA

Foto: Flickr/ Lyssuel Calvet

Localizada em uma ilha no complexo estuarino onde deságuam diversos rios, São Luís possui baixas altitudes e uma concentração populacional significativa.

Além de riscos de inundações, uma grande parcela dos habitantes – mais de 800 mil pessoas – enfrentam risco social.
A região também apresenta indústrias de metais e de papel e celulose no litoral.

6 – Santos e Baixada Santista, SP

Foto: Flickr/ Jeova Santos

Em Santos fica o maior porto marítimo do país e também da América Latina, que responde por quase 30% do fluxo de comércio brasileiro. Além do porto, complexos industriais da região se localizam em planícies flúvio-marinhas.

Além do risco de inundação e tecnológico, a baixada também apresenta uma grande densidade populacional. Em Santos, mais de 400 mil pessoas se encontram em situação de risco social. Considerando os municípios vizinhos, esse número ultrapassa 1 milhão de habitantes.

Mais informações: Mudanças Climáticas e a Vulnerabilidade da Zona Costeira do Brasil: Aspectos ambientais, sociais e tecnológicos
Imagem: Figura 13 do estudo – mapa de vulnerabilidade da região do Rio de Janeiro

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